
O início da circulação dos novos ônibus do BRT que partem de Mesquita em direção ao corredor Transbrasil, no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre mobilidade urbana na Baixada Fluminense. A medida, vista por muitos moradores como uma alternativa para melhorar o deslocamento até a capital, também gerou controvérsia política após a tentativa do Governo do Estado de barrar a operação.
O empresário Nisomar Provenzano se manifestou publicamente em defesa da iniciativa e criticou o que considera um entrave político em uma solução que pode beneficiar milhares de trabalhadores da região.
Segundo ele, a Baixada Fluminense historicamente enfrenta graves problemas no transporte público. Ônibus antigos, superlotação, falta de ar-condicionado e longos tempos de viagem fazem parte da rotina de quem depende do transporte coletivo para chegar ao trabalho ou estudar no Rio de Janeiro.
Para o empresário, a chegada de novas alternativas de mobilidade deveria ser tratada como prioridade, independentemente de disputas políticas entre governo estadual e municipal.
“Quem mora na Baixada sabe o sofrimento que é o transporte todos os dias. Quando surge uma alternativa que pode melhorar a vida da população, ela precisa ser apoiada. Não faz sentido tentar barrar algo que pode ajudar milhares de pessoas”, afirmou Nisomar.
A nova operação, que começa a partir de Mesquita e conecta passageiros ao sistema BRT da cidade do Rio, surge como uma tentativa de reduzir o tempo de deslocamento e oferecer mais opções de transporte para a população da Baixada.
Na avaliação de Nisomar Provenzano, a medida também representa um avanço na integração entre os municípios da região metropolitana.
“O que a população quer é transporte digno. A Baixada precisa de investimento, integração e respeito. A mobilidade é uma necessidade básica de quem trabalha e precisa se deslocar todos os dias”, destacou.
O tema segue gerando repercussão política e administrativa, enquanto moradores da Baixada Fluminense aguardam que as decisões sobre o transporte público priorizem, acima de tudo, o interesse da população que depende diariamente do sistema para se deslocar.




