Com a aproximação da campanha eleitoral de 2026, candidatos e equipes de comunicação enfrentam dificuldades para estruturar o impulsionamento de conteúdos nas redes sociais. Além das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral, plataformas como Facebook e Instagram possuem procedimentos próprios de autorização, identificação e transparência para anúncios relacionados a política e eleições.
Na prática, as campanhas precisam cumprir uma série de exigências antes de conseguir veicular publicidade. Problemas cadastrais, divergências de informações ou configurações incorretas nas contas podem atrasar ou impedir a aprovação dos anúncios, tornando o planejamento antecipado cada vez mais importante.
Victor Escobar, diretor da Segredos Políticos, empresa especializada na gestão de campanhas de tráfego pago para candidatos, afirma: “as exigências são muitas. Nós tivemos muito trabalho para descobrir como ter a aprovação das redes sociais. Hoje temos muitos candidatos que nos procuram para gerir o impulsionamento durante a campanha eleitoral. Resolvemos essa parte burocrática e ainda oferecemos a melhor estratégia de impulsionamento”.
Além da aprovação pelas plataformas, os candidatos precisam observar as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que estabelecem quem pode contratar o impulsionamento, como os anúncios devem ser identificados e quais conteúdos podem receber investimento. Com a propaganda eleitoral autorizada a partir de 16 de agosto, a expectativa é que a mídia paga tenha papel relevante nas estratégias digitais das campanhas, mas dentro de um ambiente cada vez mais regulado e técnico.





