
Chiquinho da Educação parece não ter engolido muito bem a decisão contrária do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) que rejeitou às contas do último ano de gestão da sua ex-mulher, Lívia de Chiquinho (PODE), no período que ela esteve à frente da prefeitura de Araruama.
Em áudio compartilhado por Lívia nas redes sociais, Chiquinho disse que todos os apontamentos do Ministério Público de Contas e da equipe técnica foram “desmontados” pela defesa e ainda classificou como “julgamento político” tudo que tem passado. “Eles [TCE] não aceitaram essa tese que a gente prova por A mais B de que não houve ilegalidade, irregularidade. Todos os apontamentos foram sanados, tanto é que iremos ganhar na Justiça”, afirmou.
O parecer definitivo do TCE foi emitido nesta quarta-feira (6) e aponta uma série de irregularidades nas contas referentes ao exercício de 2023. Entre elas: abertura de créditos sem respaldo de arrecadação, inscrição de restos a pagar sem cobertura financeira, descumprimento dos investimentos mínimos em saúde e educação e inconsistências entre os dados contábeis e orçamentários.
A decisão, embora não vinculante, tem peso político expressivo. Conforme determina a Lei da Ficha Limpa, a desaprovação das contas pode tornar Lívia inelegível, a depender do posicionamento da Câmara Municipal. Para reverter o parecer, será necessário o voto de ao menos dois terços dos vereadores.
Em meio à repercussão, Lívia também se manifestou publicamente nas redes. Além do áudio com a fala de Chiquinho, compartilhou uma foto ao lado do marido com uma mensagem simbólica. “Se jogarem sujo para me impedir, fiquem sabendo que eu tenho o líder ideal para dar prosseguimento: Chiquinho da Educação, ‘O Retorno’.”
A publicação acendeu de vez as especulações sobre uma eventual candidatura de Chiquinho em caso de inelegibilidade da esposa. Chiquinho, que já comandou a prefeitura por dois mandatos, voltou a figurar como peça central do grupo político, reforçando a estratégia de continuidade do projeto iniciado em 2017.
Essa é a segunda vez que o julgamento das contas de Lívia entra na pauta do TCE. Retirado anteriormente, o processo foi retomado nesta semana e resultou na derrota do grupo político que comandou a cidade desde 2017.




