
Por João Renato Alves
Desde a morte de Neil Peart, em 2020, especulações apontavam para uma retomada da parceria entre Geddy Lee e Alex Lifeson usando os sobrenomes de ambos combinados. No entanto, quando a turnê “Fifty Something” foi anunciada, lá estava o nome Rush intacto, contrariando algo que o próprio baixista e vocalista havia dito, como ele confessou à revista Classic Rock.
“Quando a banda acabou, dissemos que só existia o Rush com o Neil. O que, claro, é verdade. Aquele é o Rush como a maioria das pessoas o conhece. Mas, sabe, nos futuros shows tocaremos quarenta músicas do Rush. Então, como diabos deveríamos nos chamar, Iron Maiden?”
Ainda assim, Geddy reafirma que a ideia inicial era buscar outra denominação. Porém, o incentivo da família do falecido colega, além do bom senso, prevaleceu. “Estávamos nos contorcendo para evitar usar o nome que temos há cinquenta anos, mesmo antes de Neil entrar para a banda. Mas pareceu bobagem continuar como ‘Lee e Lifeson apresentam a música de…’. Vamos direto ao ponto, certo? Vamos ser quem somos e temos sido por mais de cinquenta anos.”
O Rush vem ao Brasil no início do ano que vem com a turnê “Fifty Something”, celebrando meio século de história. Serão seis apresentações, em Curitiba (22/01, Arena da Baixada), São Paulo (24/01 e 26/01, Allianz Parque), Rio de Janeiro (30/01, Engenhão), Belo Horizonte (01/02, Mineirão) e Brasília (04/02, Mané Garrincha).
Recentemente, a banda estreou sua nova formação com uma apresentação no Juno Awards – equivalente canadense do Grammy. Foi a primeira aparição pública com a baterista Anika Nilles e o tecladista Loren Gold.




