A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu, nesta sexta-feira (18), a revogação da prisão preventiva do empresário, investigado em um inquérito sobre fraudes no antigo Banco Master.
O pedido foi encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Os advogados também solicitaram que, caso a prisão não seja revogada, ela seja substituída por medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Defesa cita julgamento suspenso
Entre os argumentos apresentados, a defesa menciona a suspensão da sessão do STF realizada na terça-feira (15), que envolve o inquérito relacionado às fraudes no banco.
Os advogados sustentam que a interrupção do julgamento, que envolve os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, afastou a perspectiva de uma definição sobre o andamento do caso.
A defesa também cita a indefinição sobre a relatoria do processo. Fachin assumiu o comando do inquérito, que anteriormente estava sob responsabilidade do gabinete de Mendonça.
“O peticionário não pode permanecer preso indefinidamente, à espera de definições que não dependem dele”, argumentaram os advogados.
Histórico da prisão
Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez em novembro de 2025, quando tentava deixar o país em meio às investigações. Posteriormente, foi solto e passou a cumprir prisão domiciliar.
O ex-banqueiro voltou a ser preso preventivamente em 4 de março. Agora, a defesa afirma que já transcorreram dois períodos de 90 dias desde a segunda prisão, o que, segundo os advogados, justificaria uma nova análise da necessidade da medida.
A defesa pede que a prisão seja encerrada ou substituída por medidas cautelares menos severas.





