Terapeuta oriental e professora de Thai Spa relata desafios, descobertas culturais e aprendizados adquiridos durante imersão em centros tradicionais de massoterapia na Tailândia.
A busca pelo aperfeiçoamento profissional e pelo contato direto com uma das mais antigas tradições terapêuticas do mundo levou a terapeuta oriental e professora de Thai Spa, Kátia Bendia, a atravessar continentes em uma jornada de aprendizado na Tailândia. A experiência foi tema de entrevista concedida ao podcast Expressão do Povo, transmitido pelo canal oficial no YouTube @expressaodopovocf.
Durante a conversa, Kátia compartilhou detalhes da viagem que realizou para aprofundar seus conhecimentos em terapias integrativas, medicina tradicional tailandesa e massagem terapêutica. A especialista destacou que a decisão de estudar diretamente no país asiático surgiu da necessidade de compreender não apenas as técnicas, mas também a cultura que deu origem a práticas reconhecidas mundialmente.
“Eu já era terapeuta de várias técnicas, de terapias do Japão e da medicina chinesa. A Tailândia tem uma história incrível com a massagem e as terapias. Todo lugar te inspira, não só pela beleza do país, mas pela forma como as pessoas se tratam e como a massagem é uma parte importante do cotidiano”, afirmou.

A CORAGEM PARA VENCER O MEDO

A viagem representou um marco pessoal para a terapeuta. Aos 52 anos, Kátia embarcou em sua primeira experiência internacional, enfrentando receios relacionados ao idioma, à distância e à adaptação cultural.
Ao recordar os momentos que antecederam a viagem, ela relatou o conflito entre o medo e a determinação.
“Primeiro, você briga com a sua coragem e medo, né? Porque sempre que a gente tem coragem demais, a gente acaba até exacerbando naquilo que a gente deve. E quando a gente tem medo demais, a gente paralisa. Então, a primeira coisa foi isso. Faz paralisar. Na medicina chinesa, o medo compreende os rins, e a coragem também, de certa forma, está ali dando um equilíbrio.”

A terapeuta contou que chegou a se perder nos primeiros dias em Bangkok, mas transformou a dificuldade em aprendizado.
“Eu cheguei lá sem saber exatamente o que fazer. Logo no início, eu acabei saindo, deveria ter ido para um lado e fui para o outro. E você se perde. Mas acontece que existe, mesmo que você não tenha internet para te ajudar, o comportamento corporal. As pessoas têm possibilidade de entender o outro e o outro te entender se ele observa você. Então eu consegui me achar. Esse era um medo que eu já tinha para ir, mas eu venci ele. Quando chegou lá, fiquei muito mais forte. Foi difícil, mas a gente tem que fazer isso”.

RESPEITO E ESPIRITUALIDADE PRESENTES NO COTIDIANO
Outro aspecto que chamou a atenção da especialista foi a forte presença do respeito e da espiritualidade na sociedade tailandesa. Segundo ela, as tradições culturais influenciam desde os comportamentos sociais até a forma como as pessoas se relacionam com o próprio corpo.
“Os pés, na Tailândia, são considerados o lugar mais sujo do corpo humano. E a cabeça, o local mais importante. Tanto que a gente não pode colocar a mão na cabeça das pessoas. Tem que ter todo um cuidado. Tem muito respeito, porque lá é monarquia. Você tem que ter todo um respeito para com o rei da Tailândia. Você não pode falar mal. É tudo uma obrigação que a gente, como visitante, precisa saber e cumprir.”
A terapeuta também descreveu os protocolos adotados nas escolas de formação em terapias orientais, onde o processo de acolhimento começa antes mesmo das aulas.
“Tem várias curiosidades. Uma delas foi essa questão da gente ter cuidado na hora que chega na casa de alguém e ter que tirar o sapato. Nas escolas também. Não só tirar o sapato, mas lavar os pés. Tem todo um local cheio de flores, com cúrcuma, gengibre e limão. Automaticamente você adentra a escola, mas já recebe um tratamento ali, como se puxasse todas as impurezas e trouxesse coisas boas.”

ALIMENTAÇÃO VISTA COMO FERRAMENTA TERAPÊUTICA
A culinária tailandesa também despertou o interesse da professora. Para ela, a alimentação local vai além do simples ato de comer e se aproxima de uma proposta de equilíbrio físico e energético.
“Interessante você falar isso. A comida de lá, eu entendi ela como medicamentosa. Porque tem todos os sabores num prato só. Eu até tentei não comer nada que fosse conhecido para mim. Eu falei: ‘Quero experimentar tudo que tem lá’. Eu observava que tinha todos os sabores para você. O doce, o amargo, o azedo, o picante. Tudo ali é para, de certa forma, os seus órgãos reconhecerem.”

A especialista destacou ainda que muitos pratos utilizam ingredientes naturais associados à medicina tradicional, reforçando a integração entre alimentação e saúde.
“Comer na Tailândia é uma experiência curativa. Todo prato tem um equilíbrio que ajuda a desintoxicar o corpo.”
A HERANÇA MILENAR DA THAI MASSAGE
Durante sua permanência em Bangkok e Chiang Mai, importantes centros históricos da medicina tradicional tailandesa, Kátia teve contato com técnicas preservadas há séculos e reconhecidas internacionalmente como patrimônio cultural.
Ela explicou que a Thai Massage possui características distintas das massagens praticadas no Ocidente, priorizando alongamentos, mobilizações articulares e estímulos energéticos.
“A Thai Massage não usa nada, porque são alongamentos, são posições que você faz. A pessoa nem precisa estar despida, ela pode estar com roupa. Lá existem roupas próprias para isso. É um trabalho de alongamento, de tirar tensão. E é assim fantástica, maravilhosa.”
A terapeuta também conheceu técnicas tradicionais como o Toc Sen, que utiliza instrumentos de madeira para estimular pontos energéticos do corpo, além dos tratamentos herbais empregados há gerações na medicina tailandesa.
CONHECIMENTO PARA TRANSFORMAR VIDAS
Ao longo da entrevista, Kátia destacou que sua principal missão após retornar ao Brasil é compartilhar o conhecimento adquirido com profissionais e alunos interessados nas terapias integrativas.
“Eu quero dar aula e ensinar o que aprendi, para que outros possam se beneficiar e ter uma nova forma de trabalho. Não apenas no campo da saúde, mas numa visão holística de bem-estar.”
Para a terapeuta, a experiência na Tailândia reforçou a importância de compreender o ser humano de forma integral, unindo corpo, mente e emoções em um mesmo processo de cuidado.
“O sorriso não necessariamente reflete felicidade. Algumas pessoas que são extremamente acolhedoras podem estar enfrentando suas próprias batalhas internas. A medicina oriental busca um olhar profundo sobre o outro.”
No consultório de Kátia Bendia, os pacientes encontram uma abordagem holística e diversificada para o cuidado da saúde e bem-estar. Kátia oferece um leque de terapias que inclui massoterapia, drenagem linfática e técnicas de medicina oriental, como a massagem tailandesa e o Thai Herbal. Seu compromisso com a formação contínua permite que ela integre conhecimentos de várias disciplinas, como a quiropraxia japonesa e outras práticas terapêuticas.
Os cursos ministrados por Kátia visam compartilhar seu conhecimento e experiência adquiridos ao longo de anos de dedicação à massoterapia e à medicina oriental. Ela se empenha em capacitar novos profissionais, oferecendo formações que preparam os alunos para atuarem com competência e sensibilidade. Seu atendimento é personalizado, focado nas necessidades individuais de cada paciente, promovendo não apenas o alívio físico, mas também o equilíbrio emocional e mental.

Com um ambiente acolhedor e uma abordagem respeitosa, Kátia busca transformar a experiência de cada cliente em um caminho para a saúde integral. Para consultas e mais informações, é possível entrar em contato pelo telefone 22 98844-4567.
A entrevista completa com Kátia Bendia está disponível no canal oficial do podcast Expressão do Povo no YouTube, @expressaodopovocf.





