O comerciante Denis Young Kim, de 43 anos, se entregou à Polícia Civil na quarta-feira (4) e foi preso após ser acusado de tentar matar um idoso de 79 anos em Osasco, na Grande São Paulo. A prisão temporária havia sido determinada pela Justiça depois que o suspeito passou a ser procurado pelas autoridades.
A vítima, identificada como José Ricardo dos Santos, caminhava com o auxílio de muletas quando foi atacada. Imagens de câmeras de segurança registraram a agressão, ocorrida na sexta-feira (30), no bairro Helena Maria.
Segundo as informações da investigação, uma das muletas do idoso encostou levemente no carro conduzido por Denis. O motorista desceu do veículo, atingiu a vítima com um chute nas costas e, depois que ela caiu no chão, pisou em sua cabeça. Em seguida, deixou o local sem prestar socorro.
Suspeito se apresentou acompanhado de advogado
De acordo com a Polícia Civil, Denis se apresentou no 99º Distrito Policial, em Campo Grande, na Zona Sul da capital paulista, acompanhado de seu advogado. Após a formalização da prisão, foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito e depois levado à carceragem do 91º DP.
A audiência de custódia estava prevista para quinta-feira (5). O caso é investigado como tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil.
O idoso sofreu ferimentos na cabeça e nas costas, precisou de atendimento médico e chegou a ficar internado, mas recebeu alta.
Homem já havia sido condenado por homicídio
Denis Young Kim também possui uma condenação anterior por homicídio. Em 2021, recebeu pena de 14 anos de prisão pelo assassinato de Aldemir Ribeiro Pontes, catador de materiais recicláveis morto em 2016, no bairro do Bom Retiro, na região central de São Paulo.
Segundo o processo, a vítima foi atingida no pescoço por uma flecha disparada com uma besta, após uma discussão envolvendo a carroça e o carro do acusado.
Kim deixou a prisão em setembro de 2025, após progressão para o regime aberto.
As duas ocorrências envolvem conflitos relacionados a veículos e objetos que teriam encostado nos automóveis. A investigação sobre a agressão contra José Ricardo segue sob responsabilidade da Polícia Civil paulista.




