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Vereador Senival Moura volta a ser preso em investigação sobre suspeita de ligação com o PCC

Parlamentar de São Paulo é investigado por suposto envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresa de ônibus; defesa nega irregularidades

O vereador de São Paulo Senival Moura voltou a ser preso no âmbito das investigações que apuram um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), por meio de empresas do setor de transporte público da capital paulista.

O parlamentar é investigado por suspeita de envolvimento em movimentações financeiras relacionadas à empresa de ônibus Transunião. As apurações são conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que investiga possíveis conexões entre recursos do transporte coletivo e a organização criminosa.

Senival já havia sido preso em junho de 2026, durante a Operação Última Parada, que buscou desarticular o esquema. Em agosto, ele deixou a prisão após uma decisão judicial que considerou encerrado o prazo legal de sua prisão temporária.

Nova prisão foi determinada após recurso do Ministério Público

A nova ordem de prisão foi expedida depois que o Ministério Público recorreu da decisão que havia colocado Senival em liberdade. O caso envolve um novo desdobramento judicial das investigações sobre a Transunião e a suspeita de utilização da empresa para ocultar recursos de origem criminosa.

Além de Senival, a Justiça determinou a prisão de outros seis investigados ligados à transportadora. Entre eles estão Lourival de França Monário, Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, Osiel Bernardino Pinto, Fábio Fernandes de Souza, Devanil Sousa Nascimento e Leonel Moreira Martins. Segundo as informações divulgadas nesta quarta-feira (28), dois deles ainda eram procurados.

Defesa já havia contestado a prisão anterior

Quando conseguiu a liberdade, em agosto, a defesa de Senival argumentou que não havia fundamentos concretos para manter a prisão temporária e afirmou que o vereador colaborava com as autoridades. O parlamentar nega envolvimento com o PCC e participação em qualquer esquema de lavagem de dinheiro.

As suspeitas deverão ser analisadas no curso do processo, com garantia do direito de defesa e da presunção de inocência.

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