Ampliar o acesso à educação e abrir caminhos para que jovens da Baixada Fluminense cheguem às universidades públicas e às escolas técnicas. Esse é o trabalho desenvolvido há 17 anos pelo Preparatório Comunitário Paulo Freire, em Belford Roxo, que poderá ser reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro. A proposta está no Projeto de Lei nº 8402/2026, de autoria da deputada estadual Lilian Behring (PCdoB-RJ), enfermeira e professora que também ministra cursos em diferentes municípios fluminenses e tem a educação como uma das frentes de sua atuação.
Criado em 2009, o preparatório oferece aulas gratuitas para vestibulares, Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), escolas técnicas e Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Ao longo de sua trajetória, centenas de estudantes conquistaram vagas em instituições como UERJ, UFRJ, UFF, Colégio Pedro II, FAETEC e IFRJ.
O trabalho é sustentado por uma rede de voluntários, entre professores, estudantes universitários, ex-alunos e profissionais de diferentes áreas. Inspirada nos ideais do educador Paulo Freire, a iniciativa combina preparação acadêmica com formação cidadã, solidariedade e inclusão social.
“Um preparatório comunitário representa muito mais do que aulas para uma prova. Ele oferece aos jovens a possibilidade de enxergar novos caminhos e disputar oportunidades que, muitas vezes, parecem distantes da sua realidade. Valorizar esse trabalho é reconhecer a educação como um direito capaz de transformar vidas”, afirma a deputada Lilian Behring.
Educação popular que abre portas
Para muitos jovens, o acesso a cursos preparatórios particulares é inviável. Nesse cenário, iniciativas comunitárias ajudam a reduzir as barreiras econômicas que dificultam a preparação para processos seletivos e ampliam as possibilidades de ingresso no ensino superior e na formação técnica.
O reconhecimento como patrimônio cultural imaterial busca valorizar essa experiência construída em Belford Roxo e sua contribuição para a educação popular, a cidadania e a inclusão social.
“Quando um jovem conquista uma vaga em uma universidade pública ou em uma escola técnica, essa oportunidade pode mudar não apenas o futuro dele, mas também o de sua família. Precisamos reconhecer e fortalecer os espaços que tornam essas conquistas possíveis”, destaca Lilian.
A proposta se soma a outra iniciativa legislativa voltada à valorização da educação popular: a Lei nº 10.917/2025, também de autoria de Lilian Behring, que reconhece o Pré-vestibular Social do SINTUPERJ como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio de Janeiro.





