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Ponte do Arranha-céu vai usar pneus que seriam descartados na natureza no asfalto

Obra, que vai voltar a receber veículos de carga, usa tecnologia pioneira no Brasil que utiliza borracha de pneus no asfalto, aliando durabilidade e preservação

A nova Ponte do Arranha-Céu, no km 58 da BR-040, em Itaipava, distrito de Petrópolis (RJ), terá em seu novo revestimento asfalto-borracha. O ligante, fornecido pela GRECA Asfaltos, pioneira na tecnologia do Brasil, integra a fase final da obra, que prevê ampliar a fluidez do trânsito na ligação entre a BR-040 e a Estrada União e Indústria, inclusive para veículos de carga.

A tecnologia permite que pneus que seriam descartados na natureza e que levariam anos para se decompor sejam transformados em borracha e incorporados ao ligante asfáltico que vai compor o novo pavimento. Além de contribuir para o reaproveitamento desse resíduo, a tecnologia apresenta características que favorecem o desempenho do pavimento, como maior aderência, menos acúmulo de água na superfície e redução de ruído de até 5 decibéis. Um estudo da Politécnica de Turim, publicado em 2022, apontou redução de até 35,9% nas emissões de CO₂ por metro de camada instalada, conforme os parâmetros considerados na pesquisa.

O uso de borracha em pavimentos também pode contribuir para reduzir o consumo de combustíveis fósseis e a energia necessária ao longo do ciclo de vida do revestimento, relevantes para o desenvolvimento de soluções alinhadas às políticas de descarbonização. Esses benefícios reforçam o potencial da tecnologia para aliar desempenho e aproveitamento de recursos na infraestrutura rodoviária.

Para o CEO da GRECA Asfaltos, Edenilson Dalbosco, pioneira no desenvolvimento do ECOFLEX – asfalto-borracha que será utilizado na Ponte do Arranha-Céu, o desenvolvimento da solução demonstra como a pesquisa e o aprimoramento tecnológico podem transformar resíduos em matéria-prima para a infraestrutura. “A evolução do asfalto-borracha permite ampliar o aproveitamento de pneus inservíveis e avançar na busca por alternativas mais eficientes e sustentáveis para as rodovias. Quando uma estrutura passa a atender novamente ao transporte de cargas, é preciso olhar não apenas para a capacidade da ponte, mas também para o desempenho do pavimento que estará sobre ela. O ECOFLEX tem características que ajudam a suportar essas solicitações e contribuem para uma solução mais durável”, explica.

A concessionária Elovias, responsável pela gestão e operação do trecho entre Juiz de Fora e Rio de Janeiro, iniciou as obras da nova estrutura em abril deste ano. Com 15,6 metros de largura, a ponte terá uma faixa de tráfego em cada sentido e passeio para pedestres nos dois lados. A obra estava prevista originalmente para 2030 no contrato de concessão e foi antecipada para 2026 devido à importância da ligação para a mobilidade urbana, economia e cotidiano da população. A previsão é que a nova ponte seja entregue até o fim de outubro.

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