Esporte

Justiça suspende liminar sobre Vasco x Boca no Maracanã

Desdobramentos da Decisão Judicial

O Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) suspendeu, no dia 10 de outubro de 2026, uma liminar que obrigava a Fla-Flu Serviços S.A., consórcio responsável pela administração do Maracanã, a disponibilizar o estádio para o Vasco da Gama jogar contra o Boca Juniors no dia 20 de outubro. Essa decisão, assinada pela desembargadora Suely Lopes Magalhães, é mais um capítulo na conturbada relação entre o clube carioca e os administradores do famoso estádio.

Na sexta-feira, 9 de outubro, havia uma determinação que garantia que o Maracanã seria palco do confronto. Com essa autorização, o Vasco iniciou a venda de ingressos e já comercializou mais de 45 mil entradas.

No entanto, após a suspensão da liminar, o clube ainda não se manifestou sobre os impactos da decisão.

Motivações da Desembargadora

A desembargadora Suely Lopes Magalhães ressaltou que a decisão anterior, tomada pelo desembargador Marco Antônio Ibrahim, que liberou o uso do estádio ao Vasco, não tinha autoridade legal para contrariar uma decisão anterior de Alexandre de Carvalho Mesquita, que era o relator do caso. Suely também indicou um parecer do Batalhão Especializado em Policiamento de Estádios (Bepe), que considerou o estádio Nilton Santos como uma opção viável para receber a partida.

Além disso, a desembargadora lembrou que no mesmo dia da semifinal da Copa Sul-Americana, o Maracanãzinho sediará um jogo entre Flamengo e Botafogo no NBB. Isso traz à tona preocupações sobre possíveis confrontos entre torcidas e a segurança no local.

A Crise entre Vasco e Fla-Flu Serviços

O Vasco tem enfrentado dificuldades em sua relação com o consórcio Fla-Flu, que já havia negado pedidos anteriores do clube para utilizar o Maracanã em jogos contra o Vitória e Palmeiras.

A alegação da administração era que a realização de mais partidas no estádio poderia agravar a situação do gramado, que já está deteriorado.

Com a classificação para a semifinal da Copa Sul-Americana, a necessidade de utilizar um estádio que atenda aos requisitos da Conmebol tornou-se ainda mais urgente, visto que São Januário não comporta mais de 30 mil espectadores. Apesar de a procura por alternativas, a administração do Maracanã permaneceu inflexível quanto à liberação do local. Diante dessa situação, o presidente do Vasco, Pedrinho, declarou em 30 de setembro seu plano de ‘judicializar’ a questão.

Após a derrota do seu último recurso, o futuro da partida no Maracanã continua incerto e será debatido nos tribunais.

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