Rio de Janeiro

Tragédia em São Gonçalo: Menina de 6 anos não sobrevive a incêndio

Incêndio fatal e suas consequências

Uma tragédia abalou a cidade de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira (8). A.A.S., uma menina de apenas 6 anos, não resistiu aos graves ferimentos decorrentes de um incêndio que devastou sua casa. Ela estava internada no Hospital Estadual Alberto Torres (Heat) desde o dia 30 de setembro, com 90% do corpo queimado.

Sua irmã, M.J.S., de 2 anos, permanece no Centro de Terapia Intensiva (CTI), lutando pela vida em estado gravíssimo. As duas irmãs estavam sozinhas quando o incêndio teve início, no bairro Guaxindiba. Imagens capturadas logo após o incidente revelam a desolação deixada pelo fogo: a residência ficou completamente carbonizada, com móveis, brinquedos e materiais escolares, todos reduzidos a cinzas.

A mãe presa e as circunstâncias do acidente

A mãe das meninas foi detida em flagrante sob a acusação de abandono de incapaz. Contudo, ela foi liberada no dia seguinte, após uma audiência de custódia conduzida pelo juiz Matheus Marum Barbosa Baptista, que considerou o caso um acidente decorrente de negligência circunstancial. O magistrado enfatizou a ausência de elementos que indicassem intenção de ferir as filhas e ressaltou que a mulher não possuía antecedentes criminais.

A decisão trouxe alívio temporário para a mãe, mas a morte de A.A.S. agora altera a situação legal, fazendo com que ela enfrente a acusação de abandono de incapaz seguido de morte. O caso foi encaminhado à Justiça pela 74ª DP (Alcântara).

Depoimentos conflitantes e a situação da mãe

A mãe, que alegou estar grávida de seis meses e ter saído de casa por apenas dez minutos para devolver um carregador de celular, apresentou versões conflitantes durante seu depoimento. Ela mencionou ter deixado o filho de 4 anos, que possui necessidades especiais, sob seus cuidados enquanto as meninas dormiam.

No entanto, o delegado Antônio Silvino, que preside a investigação, manifestou dúvidas sobre a veracidade de seu testemunho, afirmando que a mulher tem mudado sua versão constantemente. As contradições aumentam a complexidade do caso, que ainda está em apuração.

O futuro das duas meninas

Enquanto M.J.S. continua sua batalha pela vida, não há informações sobre o sepultamento de A.A.S. e os desdobramentos legais que a mãe enfrentará. A comunidade local está em luto, refletindo sobre os riscos associados a instalações elétricas precárias e a responsabilidade de proteger as crianças em seu lar.

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