Existem histórias que não precisam ser inventadas. Precisam ser encontradas, compreendidas e posicionadas. É a partir desse princípio que Mel Recalde construiu uma trajetória de 32 anos na comunicação e passou a desenvolver uma atuação que reúne experiências em jornalismo, assessoria de imprensa, relações públicas, produção de eventos e estratégia de reputação.
Autodidata, Mel iniciou sua vida profissional aos 15 anos, no Diário de Osasco. Foi no jornal de sua cidade que começou a desenvolver o olhar investigativo, a curiosidade e a percepção de que, por trás de uma informação aparentemente simples, pode existir uma história muito maior.
Posteriormente, passou pela Rádio Nova Difusora, também em Osasco, onde aprofundou sua escuta, sua agilidade e sua compreensão sobre a força da palavra e do tempo na comunicação.
Sua trajetória também chegou à televisão, com atuação na TV Independente, em Alphaville. A experiência permitiu que conhecesse não apenas aquilo que aparece diante das câmeras, mas também a dinâmica dos bastidores, envolvendo produção, preparação, timing, imagem, relacionamento e capacidade de reação.
Ao longo dos anos, Mel ampliou sua presença em diferentes emissoras e ambientes de comunicação e participou de grandes eventos realizados no SBT, entre eles o Teleton 2023.
Paralelamente à imprensa, ao rádio e à televisão, sua carreira avançou para a realização de grandes eventos, incluindo produções em estádio. Nesse ambiente, desenvolveu competências relacionadas ao planejamento, produção executiva, operação, coordenação de equipes, relacionamento com diferentes públicos, resolução de imprevistos e tomada de decisões sob pressão.
Cada experiência acrescentou uma camada à sua formação. O jornal ensinou a procurar a história. O rádio desenvolveu sua escuta e seu domínio do tempo. A televisão revelou a importância da imagem, da presença e dos bastidores. Os grandes eventos ampliaram sua capacidade de operação, liderança e visão do todo.
“Sou autodidata e comecei a trabalhar muito cedo. Aprendi fazendo, observando, perguntando, construindo relacionamentos e resolvendo problemas. O jornal, o rádio, a televisão e os grandes eventos me ensinaram competências diferentes. Hoje, consigo enxergar o todo porque conheço, na prática, cada parte dessa construção”, afirma.
Foi a partir dessa trajetória que Mel passou a consolidar o conceito de arquitetura de posicionamento, uma abordagem criada para investigar as raízes de uma pessoa, marca ou projeto e transformar sua essência em estruturas de oportunidade, autoridade e expansão.
A proposta não surgiu de uma tendência recente ou de um título criado para as redes sociais, mas de décadas observando histórias, pessoas, ambientes, bastidores, oportunidades e movimentos.
Na metodologia desenvolvida por Mel, a arquitetura de posicionamento representa a ação. É o processo de investigar, diagnosticar, organizar, planejar, conectar e executar estratégias para conduzir uma pessoa, marca ou projeto ao lugar que deseja ocupar.
O Netweaving, por sua vez, ocupa outro espaço nessa construção. Para Mel, trata-se de uma cultura de vida baseada em propósito, reciprocidade e geração de valor. A ideia vai além da simples ampliação de uma rede de contatos e busca compreender como conexões podem colocar pessoas, talentos, marcas e projetos em movimento.
“O que me impulsiona a arquitetar é a cultura do Netweaving. Eu não conecto pessoas somente para aumentar uma rede de contatos. Observo histórias, necessidades, talentos e propósitos para construir movimentos nos quais as conexões gerem valor verdadeiro”, afirma.
O trabalho começa pelo diagnóstico. Mel investiga origem, experiências, rupturas, valores, causas, talentos e aprendizados que contribuíram para formar a identidade de uma pessoa ou marca.
Sua atuação reúne escuta ativa, percepção, pesquisa e construção de narrativas. Para ela, storytelling não significa criar um personagem, mas resgatar uma história real e encontrar o fio que conecta os acontecimentos de uma trajetória.
Depois de encontrar esse fundamento, são organizados elementos como narrativa central, pilares da imagem, palavras-chave, pautas prioritárias, linha editorial e planejamento de conteúdo.
A metodologia pode integrar Personal Brand, Brand 360, storytelling, assessoria de imprensa, relações públicas, produção de eventos, planejamento editorial, criação de releases, direção de conteúdo audiovisual, media training, gestão de imagem e construção de reputação.
Também fazem parte dessa estrutura ferramentas relacionadas a SEO, AEO, escolha de palavras-chave, ranqueamento de nome no Google, presença em portais de notícias, entrevistas em rádio, televisão e podcasts, negociação de publicações, collabs e conexões estratégicas.
A definição de cada ferramenta, segundo Mel, depende da história e do objetivo de cada projeto. Antes de pensar em onde uma pessoa pode aparecer, a profissional busca entender quem ela é, o que sua trajetória revela, qual é seu diferencial, quais valores sustentam sua imagem e quais oportunidades fazem sentido para aquele momento.
Outro aspecto de sua atuação está na integração entre profissionais de diferentes áreas. Social media, filmmaker, fotógrafo, designer, gestor de tráfego, assessor, produtor e imprensa podem desempenhar corretamente suas funções, mas, sem uma direção central, a comunicação pode se tornar fragmentada.
Mel trabalha justamente nessa visão do todo, estabelecendo uma narrativa que orienta a comunicação e conectando diferentes frentes, como conteúdo, redes sociais, imprensa, tráfego, eventos e mecanismos de busca.
Sua atuação também se estende à preparação estratégica para entrevistas, programas e debates ao vivo. O trabalho começa antes das câmeras serem ligadas, com pesquisa do assunto, identificação dos pontos centrais, definição do enfoque editorial e preparação dos participantes.
Durante gravações e transmissões, acompanha o desenvolvimento da pauta, o tempo de fala, as perguntas, a postura dos participantes e as oportunidades que surgem em tempo real.
“Eu não levo uma pessoa para um programa e fico apenas esperando para ver o que acontecerá. Permaneço nos bastidores acompanhando cada movimento. Observo o tempo de fala, percebo quando existe uma oportunidade e direciono o cliente para que ele mostre seu conhecimento e ocupe legitimamente o seu espaço”, explica.
Em um programa ao vivo, situações inesperadas podem mudar completamente o rumo de uma conversa. Por isso, a experiência acumulada ao longo da trajetória também passa a ser utilizada na leitura do ambiente, na reorganização de argumentos e na busca por novos caminhos para preservar a contribuição e a imagem dos participantes.
“Em um debate ao vivo, preciso conhecer profundamente a pauta, mas também estar preparada para reconstruí-la naquele instante. Se um participante muda de posição ou apresenta uma visão diferente da planejada, minha função é encontrar um novo equilíbrio sem perder o propósito, a informação e a oportunidade de posicionamento”, afirma.
Para Mel, uma participação na televisão, no rádio, em um podcast ou em um evento não precisa terminar quando a programação acaba. Cada oportunidade pode integrar uma construção maior e gerar novos conteúdos, publicações, recortes audiovisuais, presença digital e referências associadas ao nome do participante.
Essa visão está apoiada em três movimentos que fazem parte de sua metodologia: VALORIZAR, POTENCIALIZAR e EXPANDIR.
Valorizar significa reconhecer o que já existe, resgatar a história e identificar experiências e diferenciais que ainda não foram percebidos ou comunicados adequadamente. Potencializar envolve transformar esses elementos em estratégia. Expandir significa fazer essa identidade circular com coerência por meio de veículos, ambientes, projetos, eventos e relacionamentos.
A proposta é resultado de uma carreira construída na prática, desde os primeiros passos no jornal até a atuação em diferentes frentes da comunicação e dos grandes eventos.
Ao reunir essas experiências com a cultura do Netweaving, Mel Recalde transformou a própria trajetória em base para uma metodologia que busca conectar história, estratégia, comunicação, presença e oportunidades.
“Não entrego somente uma matéria, uma entrevista, um evento ou uma conexão. Preciso compreender onde aquela pessoa está, qual lugar deseja ocupar e o que deve ser construído para que ela chegue ao seu destino com verdade, estratégia e segurança”, afirma.





