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Anthony Garotinho fica suspenso de seus direitos políticos por oito anos

Ex-governador tenta reverter decisão que o deixou inelegível por oito anos e pode comprometer candidatura ao governo do Rio

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) rejeitou o pedido do ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) para suspender os efeitos de uma condenação por improbidade administrativa que determinou a suspensão de seus direitos políticos por oito anos.

O colegiado manteve o entendimento do relator, desembargador Guilherme Braga Peña de Moraes, que já havia negado o pedido de liminar apresentado pelo político.

Garotinho entrou com uma ação rescisória, que tramita em segredo de Justiça, para tentar reverter a condenação e afastar os efeitos da decisão. A suspensão dos direitos políticos pode impedir que ele dispute o governo do estado nas eleições de outubro.

Condenação envolve projeto da Saúde

A condenação está relacionada ao projeto “Saúde em Movimento”, desenvolvido durante a gestão de Rosinha Garotinho no governo do Rio.

Além da suspensão dos direitos políticos, a decisão determinou o ressarcimento de R$ 234,4 milhões aos cofres públicos e o pagamento de multa civil de R$ 500 mil.

Segundo a Justiça, Garotinho teria atuado para viabilizar o rompimento de um contrato entre a Secretaria Estadual de Saúde e a Fundação Escola de Serviço Público (Fesp), abrindo caminho para a contratação da Fundação Pró-Cefet.

Caso também será analisado pela Justiça Eleitoral

A decisão do TJRJ ocorre no mesmo dia em que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) analisa um pedido apresentado pela coligação do candidato Eduardo Paes (PSD).

A solicitação busca impedir que Garotinho tenha acesso aos recursos do fundo eleitoral e ao tempo de propaganda eleitoral enquanto seu registro de candidatura não for definitivamente julgado.

O Ministério Público Eleitoral também se manifestou contra o registro da candidatura. Para a Procuradoria Regional Eleitoral, a condenação por improbidade administrativa continua válida e mantém os direitos políticos do ex-governador suspensos.

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