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Operação em Vigário Geral e Parada de Lucas combate tráfico e intolerância religiosa

Ação mobiliza mais de 200 policiais; Avenida Brasil e Linha Vermelha chegaram a ser interditadas e escolas e unidades de saúde tiveram atividades afetadas

A Polícia Militar realizou, nesta segunda-feira, uma nova operação contra o tráfico de drogas no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio. A ação ocorre nas comunidades de Vigário Geral e Parada de Lucas, que fazem parte do conjunto de cinco favelas controladas pelo Terceiro Comando Puro (TCP).

Além do combate ao tráfico e às disputas territoriais, a operação também tem como objetivo enfrentar práticas de intolerância e perseguição religiosa atribuídas a grupos criminosos, incluindo ações contra praticantes de religiões de matriz africana e outros segmentos cristãos.

A ofensiva mobiliza mais de 200 policiais militares, além de unidades especializadas, veículos blindados e aeronaves. Houve registros de confrontos durante a ação.

Avenida Brasil e Linha Vermelha foram interditadas

Por causa da operação, a Avenida Brasil e a Linha Vermelha chegaram a ser interditadas preventivamente. As duas vias foram posteriormente liberadas.

Segundo o Centro de Operações e Resiliência (COR) da Prefeitura do Rio, porém, a Avenida Brasil ainda apresenta reflexos no trânsito.

No sentido Centro, há retenções a partir do Trevo das Margaridas. Já no sentido Zona Oeste, os motoristas enfrentam congestionamento a partir da Rua Bulhões Marcial.

Segunda fase da operação

A ofensiva desta segunda-feira é considerada a segunda fase de uma operação iniciada na última sexta-feira, quando policiais atuaram nas comunidades Cinco Bocas, Pica-Pau e Cidade Alta.

Na Cidade Alta, os agentes permaneceram na região após a identificação de uma nova estratégia atribuída aos criminosos: o uso de veículos adaptados para transportar explosivos, segundo a PM.

A corporação também informou ter encontrado barricadas com explosivos que poderiam ser acionados à distância durante a aproximação das forças de segurança.

Segundo o major Maicon Pereira, porta-voz da Polícia Militar, a operação também busca evitar confrontos entre traficantes do Complexo de Israel e grupos criminosos de outras comunidades da região, como Dourados, Tinta, Quitungo e Complexo da Penha.

Na primeira fase, de acordo com o oficial, mais de nove veículos foram recuperados e mais de dez toneladas de barricadas foram retiradas.

Região tem importância estratégica

Segundo a Polícia Militar, a Cidade Alta possui uma localização elevada que pode favorecer grupos criminosos na observação das áreas vizinhas, no controle territorial e no enfrentamento às forças de segurança.

Com a atuação na região considerada estabilizada pela corporação, o foco passou para Parada de Lucas e Vigário Geral.

Participam da operação agentes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), Batalhão de Ações com Cães (BAC), Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), Batalhão de Polícia de Choque (BPChq), Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom), Grupamento Aeromóvel (GAM) e Núcleo de Apoio a Operações Especiais (NAOE).

A estrutura inclui 40 viaturas, 15 motocicletas, cinco veículos blindados, uma ambulância do Bope, um drone e duas aeronaves, sendo uma delas blindada.

Escolas e unidades de saúde são afetadas

A operação também provocou impactos na rotina dos moradores.

Quatro escolas municipais de Vigário Geral e Parada de Lucas suspenderam as aulas nesta segunda-feira.

Na área da saúde, duas unidades de Atenção Primária fecharam temporariamente e avaliavam a possibilidade de reabrir ao longo do dia. Outras três unidades permaneceram funcionando, mas suspenderam atividades externas, como visitas domiciliares.

A Polícia Militar informou que a operação continua com o objetivo de combater a atuação de grupos criminosos, reduzir disputas territoriais e enfrentar práticas de intolerância religiosa nas comunidades.

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