O ex-prefeito de Belford Roxo, Waguinho, voltou ao centro do debate político após a divulgação de documentos que apontam supostas irregularidades na utilização de um convênio de R$ 35 milhões firmado entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a estatal PortosRio.
De acordo com a denúncia publicada pelo UOL e repercutida pelo jornal Hora H, recursos originalmente destinados ao desenvolvimento de pesquisas científicas teriam sido utilizados para contratar aliados políticos, cabos eleitorais e pessoas ligadas ao grupo político do ex-prefeito, por meio de bolsas e contratos vinculados ao projeto.
As informações indicam que o convênio, inicialmente voltado à pesquisa e inovação no setor portuário, teria sido transformado em uma estrutura de favorecimento político, com centenas de pessoas contratadas para funções que, segundo a denúncia, não estariam diretamente relacionadas às atividades acadêmicas previstas.
A repercussão do caso levou a PortosRio a instaurar uma sindicância interna para apurar possíveis irregularidades na execução do convênio, além de revisar pagamentos e procedimentos administrativos relacionados ao projeto.
Segundo a publicação, o caso também levanta questionamentos sobre a aplicação de recursos públicos e os mecanismos de fiscalização de convênios firmados entre instituições federais e órgãos públicos. Até o momento, as denúncias seguem em fase de apuração pelas autoridades competentes, e os envolvidos terão oportunidade de apresentar suas versões e exercer o direito à ampla defesa e ao contraditório.





