Pesquisadores desenvolveram um sistema robótico que permite ao fisioterapeuta “emprestar” seus movimentos a pacientes durante a reabilitação após um AVC. A tecnologia usa exoesqueletos conectados entre terapeuta e paciente, permitindo que os movimentos do profissional sejam transmitidos em tempo real para orientar a caminhada.
Publicado na revista Science Robotics, o sistema foi testado em pacientes com sequelas de AVC e apresentou melhorias na marcha, como passos mais longos, maior amplitude de movimento e melhor elevação das pernas, em comparação com a fisioterapia convencional.
O diferencial da tecnologia é que ela combina a precisão dos robôs com a percepção do fisioterapeuta, que consegue ajustar os movimentos conforme as necessidades do paciente. Diferentemente de equipamentos programados previamente, o sistema permite uma interação direta e adaptável durante o tratamento.
O estudo, realizado com oito pacientes, indicou que o robô não substitui o esforço do usuário: os participantes continuaram ativos durante a caminhada e apresentaram níveis de participação muscular semelhantes ou superiores aos da terapia tradicional.
Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda são necessários estudos maiores para avaliar efeitos de longo prazo. O alto custo dos equipamentos e a necessidade de treinamento especializado também são desafios para a adoção em larga escala.





