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Direita e esquerda já preveem Ricardo Couto no governo do Rio até o fim do ano

O impasse sobre a eleição tampão segue parado no STF, após pedido de vista do ministro Flávio Dino.

A permanência do desembargador Ricardo Couto no comando do Governo do Estado do Rio de Janeiro pode ser mais longa do que se imaginava no início da crise política fluminense. Nos bastidores, políticos da direita e da esquerda já trabalham com a possibilidade de que ele siga no Palácio Guanabara até o fim do ano.

A avaliação é parecida nos dois campos: o prazo para organizar uma eleição tampão está cada vez mais apertado. Com o calendário avançando e a eleição geral marcada para outubro, parte da classe política começa a tratar a disputa suplementar como uma possibilidade menos provável a cada semana.

O caso está parado no Supremo Tribunal Federal (STF) por causa de um pedido de vista do ministro Flávio Dino. O julgamento deve definir se a escolha do novo governador será direta, com voto da população, ou indireta, por meio da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Decisão depende de esclarecimentos do TSE

Flávio Dino deve liberar o processo para voltar ao plenário do STF depois do julgamento dos embargos de declaração apresentados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no caso do ex-governador Cláudio Castro.

Na semana passada, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu que o TSE esclareça pontos do julgamento que levou Castro à inelegibilidade. A dúvida central envolve o alcance da decisão e seus efeitos sobre a sucessão no governo fluminense.

O ex-governador renunciou na véspera do julgamento. A saída foi interpretada por adversários como uma manobra para tentar empurrar a escolha do sucessor para uma eleição indireta na Alerj, onde seu grupo político teria melhores condições de articulação.

A leitura contrária sustenta que, se a maioria da Corte também votou pela cassação do diploma de Cláudio Castro, a consequência seria a realização de eleição direta, com participação dos eleitores.

Acórdão não encerrou a dúvida

O ponto que mantém o caso em aberto é que o placar sobre a cassação não ficou claro na publicação do acórdão do julgamento do TSE. Essa falta de definição foi cobrada por Flávio Dino e serviu como um dos argumentos para o pedido de vista no STF.

Enquanto o impasse jurídico continua, Ricardo Couto segue no comando do governo. E, no tabuleiro político, cresce a percepção de que o tempo pode ser o principal fator a favor da permanência do desembargador no cargo até o encerramento do ano.

As informações são de Isabel Mega/CNN

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