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A Chama que não se Apaga: Quando a Dor de uma Mãe vira Farol para o Mundo

* Sandra Campos

Em maio de 2025, recebi um presente que tocou a essência da minha alma. O Desembargador, Secretário de Estado e um dos maiores juristas do país, Dr. José Renato Nalini, uma das mentes mais brilhantes e sensíveis do nosso país, dedicou um artigo à minha trajetória. Ao ler suas palavras, percebi que ele não falava apenas da Sandra. Ele deu voz ao silêncio de milhares de mães que, como eu, enfrentaram a partida de um filho e escolheram não desistir.

Replicar este texto hoje não é sobre mim; é sobre validar a dor de cada mulher que luta para transformar luto em legado. Muitas vezes, a dor tenta nos roubar a identidade, nos fazendo “morrer aos pouquinhos”, mas a verdade é que nossa maternidade não termina com a ausência física. Ela se torna uma missão. Com a devida vênia e eterna gratidão ao mestre Nalini, compartilho este registro para que nenhuma de nós se sinta sozinha nesta caminhada

 

À mãe que não desiste por José Renato Nalini

Sandra Campos e o desembargador Dr José Renato Nalini

Sandra Campos tornou-se ativista pela vida e enceta permanente cruzada pelo enfrentamento adequado da saúde mental. As anomalias mentais acometem exatamente os mais sensíveis, os que nem sempre conseguem avaliar o que significa deixar aquele imenso vazio no coração de quem os ama. O mais mutilado deles é o coração materno.

Prevenir o suicídio é missão humanitária de cada ser racional. É preciso encarar a questão de forma corajosa, assim como Sandra faz, inclusive fornecendo propostas para projetos de lei e ações do Poder Púbico e da comunidade. Todos podem fazer alguma coisa no sentido de convencer a juventude deprimida de que vale a pena viver.

O fenômeno recrudesceu com a utilização das redes sociais, que trazem milhões de seguidores e a simultânea inexistência de amigos reais. Essa verdadeira epidemia há de ser enfrentada com a ciência, mas com o ingrediente de que mais a humanidade necessita: amor. E neste terreno, as mães são imbatíveis. O amor materno é permanente, incondicional, ilimitado e eterno.

Filho é aquela luz que se acende no coração da mãe e que não se apaga se por acaso, por cruel circunstância, ele partir antes dela. A chama permanece acesa, assim como Diego continua vivo na alma de Sandra Campos. É por isso que ela não desiste. Procure você também fazer algo, seguindo no Instagram: @sandracamposa_.       E Feliz Dia das Mães a todas essas concretas mensagens de que existe um Criador, cujo afeto pelas suas criaturas se reflete no amor materno. Para você, mãe, que como eu, Sandra Campos, hoje sente o peso da saudade: você não está sozinha. Nosso amor é a chama que nunca se apaga. Um abençoado Dia das Mães a todas as guerreiras da vida

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* Sandra Campos conhece bem a dor e a transformação que podem nascer do sofrimento. Há dois anos, perdeu seu filho, de 24 anos, para o suicídio. Desde então, decidiu transformar a dor em propósito e passou a atuar como ativista pela vida por meio do projeto “Não te julgo, te ajudo!”. Contato: (11) 94813-7799

 

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