
Realizado na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, o workshop promoveu o intercâmbio de conhecimento entre especialistas e incentivou novas parcerias internacionais. A inclusão de Itaboraí no roteiro técnico evidencia o reconhecimento da cidade como um importante sítio geológico e paleontológico.
A secretária Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Alyne Saldanha, destacou a importância do espaço para o município e para a ciência.
“Reforçamos que o parque, como unidade de conservação, é um espaço fundamental não apenas para a proteção ambiental, mas também para o avanço científico, educacional e social, além de possuir um caráter histórico de extrema relevância. A Secretaria permanece à disposição para colaborar com pesquisadores, instituições e demais parceiros, fortalecendo ações que garantam a conservação desse patrimônio e o desenvolvimento sustentável para as presentes e futuras gerações”, afirmou a secretária.
Durante a visita, os participantes conheceram de perto a bacia sedimentar de Itaboraí, considerada uma das mais importantes do país. O local abriga registros fósseis do período Paleoceno, incluindo espécies que ajudam a compreender a evolução dos mamíferos após a extinção dos dinossauros. Trata-se do único depósito brasileiro que documenta esse momento da história da vida na Terra, o que confere ainda mais relevância científica à região.Além da riqueza paleontológica, o parque também apresenta formações geológicas associadas a atividades tectônicas e depósitos de carbonatos formados por processos hidrotermais. Esses elementos fazem do local uma referência para estudos comparativos, inclusive em pesquisas relacionadas ao pré-sal brasileiro.
O gestor do Parque Paleontológico, Luís Otávio Castro, também ressaltou a relevância internacional da área.
“A inclusão da Bacia Sedimentar de Itaboraí no roteiro de um evento internacional evidencia sua importância no cenário geopaleontológico mundial. Além disso, é muito significativo observar o interesse e o encantamento de pesquisadores estrangeiros ao conhecerem o parque, sua beleza natural e os fósseis e formações calcárias preservados há cerca de 57 milhões de anos”, explicou o gestor.
A visita técnica integra uma agenda de atividades de campo do workshop, que buscou aproximar teoria e prática, permitindo que os pesquisadores conhecessem ambientes naturais de grande valor científico no estado do Rio de Janeiro.Vale destacar que a presença de cientistas estrangeiros em Itaboraí reforça a projeção internacional do município no campo da ciência e da pesquisa. A iniciativa também contribui para valorizar o patrimônio natural local e ampliar o potencial da cidade como destino para atividades acadêmicas, educativas e turísticas.
Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Itaboraí




