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Análise: Flamengo controla efeitos da altitude e faz boa estreia na Libertadores

Correndo poucos riscos, time rubro-negro se impõe tecnicamente nos 3.350m acima do nível do mar, faz 2 a 0 no Cusco e repete largada da campanha do título em 2022

Por Thiago Lima — Cusco, Peru

Libertadores não tem jogo fácil, mesmo quando o adversário é muito inferior tecnicamente o ambiente equilibra as forças. Foi o caso do Cusco FC. O maior desafio do Flamengo na noite de quarta-feira não era o modesto oponente peruano, e sim os 3.350m acima do nível do mar. Mas o time rubro-negro conseguiu controlar os efeitos da altitude a ponto de sofrer pouco na vitória por 2 a 0, que ainda ficou barata.

Para se ter ideia, o Flamengo não ganhava na altitude desde 2021, quando fez 3 a 2 na LDU em Quito. E os 2 a 0 em cima do Cusco representam a melhor estreia do clube na Libertadores nos últimos anos. O placar repete o da largada rumo ao título em 2022 – só que contra o Sporting Cristal, há quatro anos, não havia a dificuldade extra de “jogar no alto do morro”.

Todas as estreias do Fla na Libertadores:

Scout – Cusco x Flamengo

QuesitoCuscoFlamengo
Posse de bola49%51%
Finalizações (no alvo)8 (2)19 (10)
Chances de gol*05
Passes (precisão)394 (82%)405 (85%)
Desarmes94
Faltas128
Escanteios57
Impedimentos52

E a vitória ainda teve um feito raro para times que não estão habituados a jogar na altitude: ter mais a bola e errar menos passes. Flamengo terminou o jogo com 51% de posse; 85% de precisão nos passes contra 82%; mais que o dobro de finalizações (19 a 8); e cinco chances de gol. O placar só não foi maior porque Plata, Bruno Henrique e Arrascaeta pararam no goleiro Pedro Díaz.

Chance perdida por Bruno Henrique em Cusco x Flamengo — Foto: Reprodução / TV Globo

Chance perdida por Bruno Henrique em Cusco x Flamengo — Foto: Reprodução / TV Globo

  • Com só quatro minutos, Plata recebeu na área e acertou uma pancada. Ia ser um golaço, mas Díaz fez grande defesa
  • Aos 21, Paquetá deixou Bruno Henrique na cara do gol, o atacante ganhou na velocidade e teve oportunidade de finalizar mais rápido, mas o goleiro saiu muito bem
  • E nos acréscimos, aos 48 do segundo tempo, Arrascaeta teve muita liberdade na entrada da área e mandou uma bomba defendida no cantinho

Por outro lado, o Flamengo praticamente não foi ameaçado pelo Cusco, a não ser em chutes de longe que não configuram chance clara. A exceção foi a boa jogada trabalhada que terminou no gol anulado de Ruidías. Aliás, as linhas do VAR da Conmebol geraram mais dúvida do que certeza da legalidade da posição. É o tipo de lance que qualquer um que for prejudicado vai reclamar.

Pausa para três destaques rápidos: Ayrton Lucas era um dos mais cansados, mas mesmo assim começou a apoiar mais no segundo tempo e foi premiado com a assistência para Bruno Henrique. O Cusco não teve uma chance clara também porque Evertton Araújo travou o que seria um chute à queima-roupa de Callejo quase na pequena área. E Léo Ortiz entrou como volante, posição que já não fazia há muito tempo, e iniciou a jogada do segundo gol.

Fonte https://ge.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2026/04/09/analise-flamengo-controla-altitude-e-tem-sua-melhor-estreia-em-libertadores-dos-ultimos-anos.ghtml

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