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CPI do Crime Organizado reúne assinaturas para ampliar prazo de atuação

Decisão sobre a continuidade da CPI caberá agora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Prazo inicial da comissão se encerra no próximo dia 14 de abril

Por Raphaela Peixoto

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB/SE), afirmou ter reunido as assinaturas necessárias para prorrogar os trabalhos do colegiado. Em publicação nas redes sociais no domingo (5/4), Vieira destacou que ainda há etapas relevantes a serem cumpridas. “Conseguimos as assinaturas necessárias para a sua prorrogação, pois ainda temos depoimentos importantes para fazer e muita documentação para analisar”, escreveu.

A decisão sobre a continuidade da CPI caberá agora ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O prazo inicial da comissão se encerra no próximo dia 14 de abril. Instalada em novembro, a CPI busca a extensão por mais 60 dias para concluir a análise de documentos e apresentar o relatório final.
Com o calendário apertado, o colegiado tem ao menos quatro oitivas previstas para esta semana. Entre os depoimentos está o do ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha. Apesar de ter sido convocado, Ibaneis obteve habeas corpus junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão assinada pelo ministro André Mendonça, que o desobriga de comparecer. Ainda assim, a reunião para sua oitiva está mantida para terça-feira (7/8) na página da comissão, quando também deve ser ouvido o secretário nacional de Políticas Penais, André de Albuquerque Garcia.
Na quarta-feira (8/4), a CPI prevê ouvir o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e o atual chefe da instituição, Gabriel Galípolo. Campos Neto foi novamente convocado após decisão da última reunião, realizada na terça-feira (31), embora já tenha obtido anteriormente habeas corpus no STF para não comparecer. Já Galípolo participará na condição de convidado.

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