
A saída já era esperada por causa do calendário eleitoral. No PT, a aposta é que Freixo funcione como um dos principais puxadores de votos da legenda no estado nas eleições de outubro. A ideia, segundo o entorno partidário, é recolocá-lo no centro da disputa fluminense em uma chapa competitiva para a bancada federal.
Na Embratur, Freixo deixa como vitrine números que o governo vem tratando como históricos. O Brasil, que nunca tinha superado a marca de 6 milhões de turistas internacionais, fechou 2025 com 9,3 milhões de visitantes estrangeiros. Esse fluxo, segundo o balanço apresentado, gerou movimentação superior a 8 bilhões de dólares.
A leitura política em Brasília é que o agora ex-presidente da Embratur cumpriu a tarefa de reposicionar a agência e fortalecer a imagem do país no exterior. Agora, a nova missão seria eleitoral. Dentro do partido, a avaliação é que Freixo ainda mantém recall político no Rio e pode ajudar o PT a ampliar sua presença na bancada federal.
Antes de chegar à Embratur, Marcelo Freixo construiu sua trajetória política no Rio de Janeiro. Foi deputado estadual por três mandatos, entre 2007 e 2018, período em que se tornou um dos nomes mais conhecidos da oposição fluminense. Na Alerj, ganhou projeção nacional ao presidir a CPI das Milícias, investigação que ajudou a expor a estrutura de atuação de grupos criminosos no estado e levou à prisão mais de 240 acusados de ligação com essas organizações.
Ao longo da carreira, Freixo também disputou cargos no Executivo. Concorreu à Prefeitura do Rio e ao governo do estado, sempre se mantendo como um nome de forte identificação com a esquerda fluminense, embora sem conseguir vencer nessas disputas.
Agora, ele volta a mirar o Legislativo federal, desta vez já pelo PT, em uma eleição em que deve ser tratado como principal nome do partido no Rio para a Câmara.
Com informações do Tempo Real.




