Cultura

Lollapalooza reforça acessibilidade com ações para público neurodivergente e tradução dos shows em Libras

Festival começou nesta sexta-feira (20) e segue até domingo.

Por Nadedja Calado
 
Lollapalooza reforça, nesta edição, a estrutura de acessibilidade do festival, com uma série de ações voltadas a diferentes públicos. Entre os destaques está a Central de Acessibilidade, que reúne iniciativas pensadas também para o público neurodivergente, caso do Transtorno do Espectro Autista (TEA).
No espaço, há recursos como uma sala sensorial e o empréstimo de kits de regulação sensorial, com abafadores de ruído, óculos escuros e objetos que auxiliam no controle da sensibilidade. A retirada é feita na própria central.

Também é feita a distribuição do cordão de girassol oficial, que identifica pessoas com deficiências ocultas — sendo válido apenas o item entregue no local.

O presidente da SPTuris, Marcelo Salles, falou à CBN sobre a importância das medidas.

“Como é que você consegue trazer um evento para a cidade? Você tem que ter vários incentivos e esse é um deles. Esse é um patrimônio do município que pode ser utilizado, então você consegue trazer esses grandes eventos. Foi uma estratégia da prefeitura, mas ele é precificado. Então, eu entendo como uma forma muito importante para trazermos mais eventos e mais oportunidades paras as pessoas acompanharem os artistas”, disse.

O professor de inglês Nico Luciel Suaki, autista com nível 1 de suporte e com TDAH, visitou o espaço e avaliou a iniciativa como um avanço. Segundo ele, embora ainda não haja acessibilidade total — especialmente para pessoas com níveis mais altos de suporte —, a criação de áreas dedicadas já representa um passo importante.

“Você acolhe não somente os autistas, mas quem tem síndrome de pânico e também a questão da audiodescrição para as pessoas cegas. Então, essa é uma inovação muito importante”, falou.

Além disso, o festival oferece tradução simultânea dos shows em Língua Brasileira de Sinais (Libras), audiodescrição para pessoas cegas ou com baixa visão e mapa tátil do autódromo.

Há ainda empréstimo de cadeiras de rodas e do kit Livre, equipamento que facilita a locomoção com um propulsor elétrico acoplado à cadeira, entre outras ações detalhadas no site e nas redes do evento.

 
Fonte https://cbn.globo.com/cultura/noticia/2026/03/20/lollapalooza-reforca-acessibilidade-com-acoes-para-publico-neurodivergente-e-traducao-dos-shows-em-libras.ghtml

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