
A Artemisia Escola de Mulheres e Bioeconomia marca presença na ExpoFavela 2026, que acontece nos dias 27, 28 e 29 de março, no Museu do Amanhã. Durante o evento, a iniciativa irá expor uma linha de produtos naturais desenvolvidos por mulheres participantes do projeto, reforçando o protagonismo feminino e a valorização da bioeconomia.
No estande da Artemisia, o público poderá conhecer e adquirir itens como sabonetes, shampoos, condicionadores, pomadas e séruns, todos produzidos de forma artesanal pelas mulheres participantes do projeto. Os produtos são resultado de processos formativos que unem conhecimento tradicional, práticas sustentáveis e geração de renda.
A participação na ExpoFavela representa uma importante vitrine para o trabalho desenvolvido pela escola, ampliando a visibilidade das iniciativas lideradas por mulheres e fortalecendo redes de empreendedorismo periférico.

Projeto Artemísia
O Projeto ‘Artemísia – Frutos da Terra’ promove qualificações profissionais em saboaria natural, cultivo de ervas medicinais, tratamento de resíduos e compostagem, beneficiando 120 mulheres em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa é uma realização do Instituto BR, da Universidade Federal Fluminense e do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome com foco na geração de renda, autonomia financeira, inclusão produtiva e melhoria da qualidade de vida.
“A proposta integra sustentabilidade, cidadania ambiental e fortalecimento comunitário, conectando conhecimento técnico e saber popular para promover impacto positivo nos territórios atendidos”, explica Leila Araújo, coordenadora do projeto Artemísia – Frutos da Terra.
As atividades começaram no mês de fevereiro e acontecem em núcleos descentralizados, com ações em Guaratiba, Recreio dos Bandeirantes, Duque de Caxias e Nova Iguaçu. O único pré-requisito de participação é estar inscrita no CadÚnico e solicitar inscrição através do formulário disponível no perfil Artemísia Frutos da Terra, no Instagram.

Durante o ano de 2025, o projeto ARTEMÍSIA – Escola de Mulheres e Bioeconomia capacitou 500 mulheres, nos eixos de capacitação que trabalham cidadania feminina, cultivo de ervas medicinais e produção de saboaria natural. Ao cultivar hortas comunitárias, manipular ervas medicinais e produzir sabonetes e cosméticos naturais, as mulheres se conectam com a terra e resgatam valores ancestrais e práticas tradicionais, construindo caminhos de resistência que resultam em geração de trabalho e renda e regeneração ambiental.
“Mais do que uma formação técnica, Artemísia é um reencontro com a identidade e a força coletiva. Ao valorizar práticas naturais e o cuidado como potência econômica, o projeto mostra que é possível gerar renda preservando vínculos culturais, afetivos e ambientais”, afirma Vinícius Wu, produtor do Instituto BR.
A iniciativa está alinhada com a proposta da Organização das Nações Unidas (ONU) de reconhecer e fomentar projetos de promoção da sustentabilidade como Soluções Baseadas na Natureza (SBN) – práticas que conciliam o fortalecimento de comunidades com a conservação dos ecossistemas e o enfrentamento das mudanças climáticas.
Artemísia – Frutos da Terra
Cursos: Saboaria natural, cultivo de ervas medicinais, tratamento de resíduos e compostagem
Onde: Guaratiba (Rua Alcides Feijó, nº 175), Recreio dos Bandeirantes (Santuário de Fátima: Rua Alfredo Baltazar da Silveira, nº 900), Duque de Caxias (Chácara Rio Petrópolis: Rua Gonzaga, nº 21. Figueira), Nova Iguaçu (Rua São Pedro, 230. Miguel Couto)
Fotos (Carolina Gaia / Instituto BR):
https://drive.google.com/drive/folders/1PfqHXs6GQuV-HZoljG3nvhiQEGKCLGlq?usp=sharing




