
O Ministério Público denunciou Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, e outras seis pessoas — entre empresários e ex-auditores da Secretaria de Estado da Fazenda de São Paulo — por ligação com um esquema de corrupção.
Os alvos da acusação foram investigados no âmbito da Operação Ícaro, deflagrada em agosto do ano passado.
A denúncia aponta que os crimes foram cometidos entre 2021 e 2025, período em que os então auditores fiscais solicitaram e receberam propina para beneficiar a Ultrafarma, facilitando e acelerando a liberação de créditos tributários, além de inflar os valores ressarcidos.
Informações preliminares apontam que a empresa pode ter recebido R$ 327 milhões em ressarcimentos indevidos.
Segundo a TV Globo, os promotores pediram a prisão preventiva dos ex-auditores Artur Gomes da Silva Neto e Alberto Toshio Murakami.
Contra Alberto Murakami, pesa, ainda, o indício de fuga para os Estados Unidos, onde a investigação localizou um imóvel de alto padrão em Maryland, avaliado em mais de um milhão e 300 mil dólares, o que motivou o pedido de inclusão do nome dele na Difusão Vermelha da Interpol.
Para os demais denunciados, foram solicitadas medidas cautelares como o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão de passaportes.




