
Por Raphael Fernandes
Em 2026, ocorrem, em todo o Brasil, eleições para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual. No Rio de Janeiro, porém, há possibilidade de um pleito ”extra”, chamado de ”indireto”, para chefe do Poder Executivo fluminense.
Isso porque Cláudio Castro (PL), governador do RJ, pretende se candidatar ao Senado Federal. Para tal, ele precisa deixar o cargo atual em abril, cerca de seis meses antes das eleições nacionais, previstas para outubro. Acontece que a cadeira de vice-governador está vaga desde maio de 2025, quando Thiago Pampolha deixou a função para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Sendo assim, na ausência do vice, quem assume o Governo do RJ é o presidente da Assembleia Legislativa do Estado (Alerj), deputado Rodrigo Bacellar (União Brasil), que, por sua vez, está afastado do cargo e do comando do Parlamento fluminense, desde o último mês de dezembro, devido a uma operação da Polícia Federal.
Já o terceiro na linha de sucessão é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado (TJRJ), Ricardo Couto, que assumiria, de forma interina, o cargo de governador para convocar e conduzir a eleição indireta, como determina a lei estadual. Esse pleito seria por meio de votos dos deputados, que escolheriam quem comanda o RJ até o fim do mandato atual, em 31 de dezembro de 2026, com o novo chefe do Poder Executivo fluminense – eleito pela população, em outubro – assumindo a função em 1º de janeiro de 2027.




