
Os trabalhadores e as trabalhadoras do Sistema Petrobras estão em greve por tempo indeterminado desde a zero hora desta segunda-feira (15), em todo o país, em resposta aos ataques e ações unilaterais da gestão da empresa e à falta de avanços nas negociações da Campanha Reivindicatória.
A paralisação, resultado de amplo processo de assembleias, tem como eixos centrais a luta por um Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) forte, a justa distribuição da riqueza gerada pela Petrobras, o fim dos equacionamentos da Petros (PEDs) e o reconhecimento da pauta pelo Brasil Soberano, com a suspensão imediata dos desimplantes forçados.
Na base do Sindipetro-NF, as assembleias concluídas na sexta-feira (12) registraram 96,10% de aprovação dos/as petroleiros/as pela greve, evidenciando a forte adesão ao movimento nacional.
Na Bacia de Campos, o movimento também começou com elevada participação das unidades marítimas e bases onshore. A mobilização atinge 14 plataformas em diversas fases operacionais, incluindo produção, parada, FSO e descomissionamento, e outras já sinalizaram adesão, aguardando formalização.
Já houve desembarques de trabalhadores das plataformas P-40 e P-56 pelo aeroporto de Macaé. O sindicato orienta que os/as que aderirem à greve entreguem a operação às equipes de contingência da Petrobras e solicitem a liberação para desembarque.
O Sindipetro-NF também recebeu denúncias de que gerentes estariam dificultando o direito de desembarque nas unidades da Bacia de Campos, prática que pode configurar cerceamento ao direito de greve e ser passível de responsabilização jurídica.
Nas áreas administrativas, onde a empresa colocou trabalhadores em regime de home office, o sindicato reforça que o direito de greve se aplica integralmente, orientando que não ocorram atividades laborais remotas durante o movimento.
O Sindipetro-NF segue na orientação à categoria, com apoio jurídico e sindical, denunciando e combatendo qualquer tentativa de intimidação, assédio ou violação ao direito constitucional de greve




