
O cenário político da Baixada Fluminense começa a se reorganizar para 2026, e Nilópolis surge como um dos palcos mais emblemáticos dessa movimentação.
Em 2022, o deputado estadual Rafael Nobre demonstrou sua força: foram 22.289 votos no município, número quatro vezes maior que o do segundo colocado. Um feito ainda mais expressivo ao superar a votação de Ricardo Abrão, então candidato a deputado federal, que acabou ficando como suplente por apenas 314 votos.
Bastidores e estratégias
Nos bastidores, comenta-se que a diferença conquistada por Nobre não foi obra do acaso. O parlamentar teria feito uma jogada estratégica, direcionando algumas lideranças locais para apoiar nomes como Juninho do Pneu e Laura Carneiro, enfraquecendo a base de Abrão em Nilópolis. O objetivo era claro: consolidar sua hegemonia política. Como efeito colateral, o herdeiro de um dos grupos mais tradicionais da cidade acabou sem mandato.
Mudança no enredo
Contudo, a fotografia de 2022 já não é a mesma para 2026. Apesar de ainda controlar a máquina política, Rafael Nobre não será o candidato da Beija-Flor. Os líderes locais optaram pelo nome de João Drumond para representar o grupo, movimento que por si só já altera a correlação de forças na cidade.
Expectativas e alianças
A expectativa é que novas peças ainda sejam mexidas até a eleição. Por ora, lideranças preferem aguardar o momento certo para não expor divisões internas. Mas uma certeza já se desenha: Nilópolis será o primeiro grande palco dessa nova dança política.
João Drumond entra no jogo não apenas para disputar, mas também para consolidar espaço político ao lado de um padrinho de peso: o deputado federal Dr. Luizinho, que deve alcançar votação expressiva no município.
Xadrez político
O recado é claro: o passado recente explica muito, mas não dita o futuro. No xadrez da Baixada, cada movimento até 2026 será decisivo para definir quem continua no tabuleiro e quem será retirado de cena.




