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Mulher sofre crise de saúde após acusação de roubo e revista vexatória em loja de Nova Iguaçu

Um caso de racismo em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, gerou revolta e grande repercussão nas redes sociais nesta semana. O pastor Ananias Junior denunciou que sua mãe foi acusada injustamente de roubo dentro da loja Vivian Festas, na última quarta-feira (16), durante a Semana do Consumidor.

De acordo com o relato, a vítima teve a bolsa e as roupas revistadas por um segurança da loja e ainda foi fotografada sem consentimento. O constrangimento público desencadeou uma crise de pânico, levando a mulher a sofrer duas convulsões.

Uma vizinha que presenciou a cena acionou Ananias, que ao chegar encontrou a mãe debilitada e em forte sofrimento físico e emocional. O pastor afirmou que a loja só chamou a ambulância após a sua intervenção, o que caracteriza também negligência no socorro.

Na quinta-feira (17), mãe e filho utilizaram novamente as redes sociais para informar que registraram boletim de ocorrência. Até o momento, a loja não se pronunciou oficialmente sobre o caso e desativou os comentários em suas publicações diante da enxurrada de críticas.

A denúncia trouxe à tona um debate urgente sobre o racismo estrutural na Baixada Fluminense e a necessidade de medidas que assegurem respeito e dignidade a todos os consumidores. Especialistas destacam que situações como essa não são casos isolados, mas parte de um ciclo de discriminação que ainda marca a rotina de muitos cidadãos negros.

A expectativa agora é de que as autoridades competentes conduzam a investigação, responsabilizando tanto os seguranças envolvidos quanto a direção da loja, que poderá responder judicialmente por danos morais e materiais.

O episódio em Nova Iguaçu reforça a luta contra a prática discriminatória em ambientes comerciais e ressalta a importância de políticas públicas, fiscalização efetiva e conscientização social para combater o racismo em todas as suas formas.

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