
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações contam com o apoio do Banco Central do Brasil, que auxilia na análise das movimentações financeiras relacionadas ao grupo investigado.
Além das prisões e buscas, a Justiça também determinou medidas cautelares, como o afastamento de investigados de cargos públicos e o bloqueio e sequestro de bens. O valor total das medidas patrimoniais pode chegar a R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a circulação de ativos ligados ao suposto esquema e preservar recursos potencialmente associados às irregularidades investigadas.
Operação já levou banqueiro à prisão
A Operação Compliance Zero foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras ligado ao Banco Master e a empresas associadas ao grupo. As apurações indicam a comercialização de títulos de crédito considerados irregulares ou sem lastro, além de possíveis crimes financeiros e manipulação de operações no mercado.
A primeira fase da operação ocorreu em 18 de novembro de 2025 e teve como foco a coleta inicial de provas sobre a atuação do grupo investigado. Na ocasião, o banqueiro Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez.
O mandado de prisão foi antecipado após monitoramento apontar uma possível tentativa de fuga para o exterior na véspera da operação. Vorcaro foi detido às 22h do dia anterior à deflagração da ação policial, quando se preparava para embarcar em um jatinho particular no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
Após a prisão, a defesa do banqueiro recorreu à Justiça. A medida acabou convertida em prisão domiciliar, com monitoramento por tornozeleira eletrônica. Na decisão, o Judiciário considerou a adoção de medidas cautelares alternativas enquanto o caso seguia em investigação.




