
A onda de violência que atingiu o Estado do Rio de Janeiro nesta terça-feira (28) se espalhou da capital para a Baixada Fluminense, levando medo e caos a diferentes regiões. Enquanto o Complexo do Alemão vivia uma das operações mais intensas do ano, com dezenas de mortos e ônibus incendiados, em São João de Meriti criminosos também agiram, fechando ruas do bairro Éden com ônibus atravessados e provocando pânico entre os moradores.
Segundo relatos, traficantes ligados ao Comando Vermelho (CV) obrigaram motoristas de coletivos das empresas Flores e Blanco a abandonarem os veículos no meio das vias, interrompendo o trânsito e isolando partes do bairro. A ação criminosa começou no meio da tarde e rapidamente se espalhou por diferentes pontos do Éden, uma das áreas mais movimentadas do município.
A Polícia Militar reagiu de forma rápida, enviando reforço para a região e atuando para retomar o controle das ruas e liberar os ônibus bloqueados. Apesar do clima de tensão, não houve registro de feridos, e o patrulhamento segue reforçado na noite desta terça-feira.
Com o avanço da violência, empresas de transporte público da Baixada Fluminense recolheram seus ônibus por segurança, deixando milhares de passageiros sem condução para voltar para casa. Linhas municipais e intermunicipais foram suspensas temporariamente, afetando diretamente moradores de São João de Meriti, Nilópolis e Belford Roxo.
O episódio reflete o efeito em cadeia da crise de segurança que atingiu todo o estado. A ação no Complexo do Alemão, que mobilizou mais de 2.500 agentes, resultou em dezenas de mortos e gerou uma onda de represálias em diferentes municípios.

“O que aconteceu hoje mostra que o medo ultrapassou os limites da capital e chegou à Baixada. As pessoas ficaram presas em casa, sem transporte e com medo de sair às ruas”, relatou uma moradora do Éden.
O governo do estado informou que está acompanhando os desdobramentos e que as forças de segurança permanecem atuando em conjunto para garantir a ordem e a tranquilidade da população.
O Rio de Janeiro viveu um dia de tensão generalizada — da capital à Baixada, o medo e a violência voltaram a paralisar a rotina dos cidadãos.




