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Vereadora do Rio é alvo de operação contra desvio de verba pública

O relatório de investigação financeira mostra que uma das creches conveniadas recebeu cerca de R$ 9 milhões em seis meses. Foram 816 saques em espécie, neste período, somando R$ 1,5 milhão.

A Polícia Civil mira, nesta terça-feira (4), a vereadora do Rio, Gigi Castilho (Republicanos), em uma operação contra fraudes em contratos e desvio de recursos públicos, envolvendo creches ligadas à ela. De acordo com as investigações, o grupo criava empresas fantasmas que emitiam notas fiscais superfaturadas para justificar repasses de verbas públicas da Prefeitura do Rio, destinadas a sete creches conveniadas na Zona Oeste do Rio.

Segundo a polícia, há indícios de crimes contra a administração pública e criação de empresas de fachada para lavagem de dinheiro. O relatório de investigação financeira mostra que uma das creches conveniadas recebeu cerca de R$ 9 milhões em seis meses. Foram 816 saques em espécie, neste período, somando R$ 1,5 milhão.

As apurações mostram que o sistema de fraudes envolvia representantes das instituições conveniadas e empresas de fachada abertas em nome de laranjas para simular prestação de serviços e o fornecimento de produtos que nunca eram entregues. As notas fiscais falsas eram apresentadas à secretaria municipal competente como comprovação de despesas, permitindo o recebimento e a manutenção de altos valores de recursos públicos.

Também são alvos da ação: o marido de Gigi, Luciano Castilho, e a filha, Andreza dos Santos Adão, dona de uma padaria que recebeu R$ 97,5 mil por serviços de panificação. A vereadora e seus familiares ainda não se manifestaram.

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