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Unimed Ferj deve apresentar plano para pagar dívidas e normalizar atendimento em 15 dias

Recomendação conjunta foi assinada pelo MPRJ, MPF, Defensoria e ANS. Medida também atinge Unimed-Rio, responsável pelos médicos cooperados, e Unimed do Brasil, que representa a marca nacionalmente

Por Leticia Lopes  –  https://extra.globo.com/economia/noticia/2025/10/unimed-ferj-deve-apresentar-plano-para-pagar-dividas-e-normalizar-atendimento-em-15-dias.ghtml

 

Em 15 dias, a Unimed Ferj deverá apresentar um plano de pagamento das dívidas assistenciais e uma proposta para regularizar o atendimento aos beneficiários. O prazo foi estabelecido numa recomendação conjunta assinada pelo Ministério Público do Rio (MPRJ), pelo Ministério Público Federal (MPF), pela Defensoria Pública do Rio (DPRJ) e pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que regula o setor.

A medida é endereçada também à Unimed-Rio, que transferiu a carteira de usuários para a Ferj no ano passado, mas continua como prestadora de serviços, já que seus médicos cooperados formam a rede credenciada da Ferj. Os profissionais, porém, têm recusado atendimento aos usuários por falta de pagamentos. A determinação ainda atinge a Unimed do Brasil, que representa nacionalmente a marca Unimed.

Segundo as autoridades, o pedido tem como objetivo garantir a continuidade e a qualidade do atendimento médico-hospitalar prestado aos consumidores, diante do quadro de “grave desequilíbrio econômico-financeiro” enfrentado pela operadora.

De acordo com o documento, as três instituições deverão apresentar um plano de equacionamento da dívida assistencial da Unimed-Rio e da Unimed Ferj, com prazos e formas de pagamento detalhados, além de um plano de regularização do atendimento, com metas para reduzir o Índice Geral de Reclamações (IGR) e as Notificações de Intermediação Preliminar (NIP).

Transferência de usuários

Também deverão ser adotadas medidas para solucionar problemas operacionais que dificultam o acesso dos beneficiários aos serviços de saúde e elaborado um plano de transferência de usuários residentes fora do Estado do Rio para unidades da Unimed que atuem nas respectivas regiões de domicílio.

Pelo estatuto do Sistema Unimed, cada cooperativa tem uma área de abrangência pré-determinada, ou seja, só pode vender planos a moradores daquela área. No caso da Ferj, essa região é a cidade do Rio e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Mas dados da ANS mostram que cerca de 53 mil dos 405 mil usuários da Ferj estão em outros estados.

As autoridades ainda destacam na recomendação que, embora a migração da carteira entre Unimed-Rio e Ferj tenha acontecido há mais de um ano, “ainda persistem dívidas expressivas com a rede assistencial, comprometendo a prestação dos serviços e ocasionando recusas de atendimento em unidades credenciadas”.

Segundo a Associação de Hospitais do Estado do Rio (Aherj), os débitos da Unimed Ferj com unidades de saúde passam dos R$ 2 bilhões.

Desde o início de setembro, a operadora está sob direção técnica da ANS. O órgão regulador decidiu instaurar o procedimento para monitorar as medidas tomadas pela operadora para resolver os “graves problemas” assistenciais aos usuários, principalmente os pacientes em tratamento oncológico.

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