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Trombose silenciosa: conheça os sinais de alerta e saiba como prevenir a doença

Condição pode afetar pessoas de qualquer idade e nem sempre apresenta sintomas evidentes; dor e inchaço em uma das pernas exigem atenção médica

A trombose é uma condição que pode se desenvolver silenciosamente e representar riscos graves à saúde. Caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo dentro de um vaso, a doença pode dificultar ou interromper a circulação do sangue. Em alguns casos, o problema evolui para uma complicação potencialmente fatal: a embolia pulmonar.

O alerta ganha destaque durante o Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, data dedicada à conscientização sobre a importância da prevenção, do reconhecimento dos sintomas e do diagnóstico precoce.

A forma mais comum é a trombose venosa profunda (TVP), que ocorre principalmente nas veias profundas das pernas. Embora o risco aumente com a idade, pessoas jovens também podem desenvolver a doença, especialmente quando apresentam fatores predisponentes.

Quais são os principais sinais de alerta?

A trombose nem sempre provoca sintomas perceptíveis. Quando aparecem, os sinais mais comuns incluem:

  • Inchaço em apenas uma das pernas;
  • Dor de início súbito;
  • Sensação de peso no membro afetado;
  • Aumento da temperatura da região;
  • Alteração na coloração da pele.

Segundo a cirurgiã vascular Tatiana Losada, integrante da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular, é importante não associar a doença exclusivamente ao envelhecimento. O reconhecimento dos fatores de risco e a adoção de hábitos saudáveis ajudam a reduzir as chances de complicações.

Atenção: falta de ar repentina, dor no peito ou aceleração dos batimentos cardíacos podem indicar embolia pulmonar, quando um coágulo chega aos pulmões. Esses sintomas exigem atendimento de emergência.

Quem tem maior risco de desenvolver trombose?

Diversas condições podem favorecer a formação de coágulos sanguíneos. Entre os principais fatores de risco estão:

  • Permanecer muito tempo sem se movimentar;
  • Passar por cirurgias recentes ou períodos prolongados de imobilização;
  • Ter histórico pessoal ou familiar de trombose;
  • Apresentar obesidade;
  • Fumar;
  • Estar grávida;
  • Utilizar determinados tratamentos hormonais;
  • Ter alterações que aumentam a tendência de coagulação do sangue.

A presença de um ou mais desses fatores não significa que a pessoa necessariamente desenvolverá a doença. No entanto, conhecer os riscos individuais permite adotar medidas preventivas adequadas, especialmente em situações como internações, recuperação cirúrgica e viagens longas.

Hábitos que ajudam na prevenção

A prevenção envolve cuidados com a circulação e a redução dos períodos de imobilidade. Entre as principais recomendações estão:

Manter o corpo em movimento: praticar atividades físicas regularmente e fazer pausas para caminhar quando for necessário permanecer sentado por muito tempo.

Controlar o peso: manter hábitos alimentares equilibrados e uma rotina de exercícios contribui para a saúde vascular.

Evitar o cigarro: o tabagismo está associado a problemas circulatórios e integra os fatores que aumentam o risco de trombose.

Buscar orientação médica: pessoas com histórico da doença, que passarão por cirurgias ou que apresentam fatores de risco devem conversar com um profissional de saúde sobre medidas preventivas específicas.

A cirurgiã vascular ressalta que os cuidados precisam ser individualizados, pois o risco varia de acordo com o histórico e as condições de saúde de cada pessoa.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende da localização do coágulo, da extensão do problema e do estado geral de saúde do paciente. Os anticoagulantes estão entre os medicamentos utilizados para impedir o crescimento do trombo e reduzir a formação de novos coágulos.

Em determinadas situações, podem ser necessárias outras intervenções, conforme a avaliação médica.

Ao perceber dor ou inchaço inesperado, principalmente em apenas uma das pernas, a orientação é procurar atendimento médico prontamente. Não é recomendado massagear a região suspeita nem utilizar medicamentos por conta própria.

A identificação precoce e o tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações e reduzir os riscos associados à doença.

Fonte: Correio Braziliense, com informações da especialista Tatiana Losada.

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