
A vereadora mais votada do Rio de Janeiro e atual Secretária de Meio Ambiente e Clima da capital, Tainá de Paula, tem se consolidado como uma das principais lideranças políticas e sociais no debate sobre justiça climática e direitos dos povos tradicionais. Arquiteta, urbanista e militante histórica dos movimentos sociais, Tainá representa não apenas a força do voto popular, mas também o compromisso de incluir na agenda climática setores frequentemente invisibilizados, como comunidades quilombolas, povos de matriz africana, indígenas, ciganos e agricultores familiares.
Durante a preparação para a COP 30, a secretária ressaltou a importância da Cúpula dos Povos, espaço que reúne vozes diversas em defesa do planeta e da justiça social. Para ela, a construção da carta política que será levada ao encontro global é resultado direto da articulação coletiva entre campo, cidade e floresta. “É a luta popular que tem legitimidade para pautar o futuro das nossas políticas ambientais. São os territórios tradicionais que carregam o conhecimento necessário para enfrentarmos a crise climática com justiça”, destacou.
A voz da Baixada Fluminense
Ao mesmo tempo em que se projeta nacionalmente, Tainá de Paula não perde de vista a realidade da Baixada Fluminense, território de resistência e de produção cultural e ambiental. Para a secretária, a região precisa estar no centro das políticas de sustentabilidade e inclusão social.
“A Baixada tem voz e vez nesse debate. É um território que sofre diretamente com enchentes, falta de saneamento e impactos ambientais, mas também é onde encontramos iniciativas populares e comunitárias que mostram caminhos para um futuro sustentável. É fundamental que a Baixada esteja presente na construção de soluções para o Rio e para o Brasil”, afirmou Tainá.

Relevância política e social
Reconhecida como a vereadora preta e petista mais votada da história do Rio, Tainá de Paula leva ao cenário internacional a credibilidade de quem já atua na linha de frente das lutas por moradia, urbanismo social e justiça climática. Seu engajamento à frente da Secretaria de Meio Ambiente e Clima amplia a responsabilidade de incluir todos os segmentos da sociedade no processo de transformação ecológica.
Assim, ao projetar a Cúpula dos Povos e a preparação para a COP 30, Tainá reafirma que a construção de uma agenda climática justa e inclusiva só será possível quando a política ouvir as vozes da periferia, da Baixada e dos povos tradicionais que sustentam a vida em sua diversidade.




