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Secretário de Segurança do Rio comemora decisão sobre facções brasileiras: ‘Orgulho’

Victor Cesar Carvalho dos Santos atuou em tratativas com núcleos do governo americano

Por Thayná Rodrigues — Rio de Janeiro
A decisão dos Estados Unidos de classificar Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital como terroristas levou Victor Cesar Carvalho dos Santos, Secretário de Estado de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a comemorar na internet. Em seu Instagram, Santos replicou nos stories uma imagem com a bandeira dos Estados Unidos com os dizeres “Orgulho define. Parabéns, amigos”.
Em 2025, além de tratativas com o governo de Donald Trump sobre as facções, ele, segundo o blog Segredos do Crime (GLOBO), também esteve na Itália com o general Michele Carbone, diretor da Direção de Investigação Antimáfia (DIA). As conversas foram sobre atuação do CV na Europa. A sua lógica era a de atacar as facções criminosas por meio da perda de patrimônio e da redução dos lucros.

Especialistas creem que a decisão anunciada pelos Estados Unidos para entrar em vigor a partir de 5 de junho pode afetar a soberania nacional, ainda que o Brasil não enfrente a crise pós-intervenção estadunidense que aconteceu com a Venezuela. Vitor de Pieri, pesquisador e professor do Instituto de Geografia da Uerj, defende que é preciso cautela na interpretação da decisão:

— Embora a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas seja comemorada por setores da segurança pública por ampliar instrumentos de cooperação internacional e combate financeiro às facções, existem ao menos três ressalvas importantes que precisam ser consideradas: a primeira diz respeito à própria definição de terrorismo. Do ponto de vista jurídico e conceitual, há uma diferença relevante entre organizações terroristas e organizações criminosas. O terrorismo possui, tradicionalmente, motivação política, ideológica ou religiosa, buscando influenciar governos, alterar regimes ou produzir efeitos políticos por meio do medo. Já o PCC e o Comando Vermelho possuem como finalidade central a obtenção de lucro através de mercados ilícitos.

O professor da Uerj sustenta que embora utilizem violência extrema e desafiem a capacidade estatal, a lógica fundamental das facções continua sendo econômica.

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