CulturaDestaque

Proliferação de fungos coloca documentos do Arquivo Nacional em risco

O Arquivo Nacional do Rio de Janeiro abriga uma vasta coleção de documentos públicos, mais de um milhão de fotografias e negativos, filmes, registros sonoros, mapas, cartazes e uma coleção de quase de 10 mil livros raros

Diversos documentos armazenados no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro estão em risco. A grande presença de fungos em um dos blocos do prédio que fica localizado no Centro da cidade preocupa servidores e pesquisadores.
Os depósitos de documentos do Bloco F estão com problemas sérios em relação à climatização e controle de umidade. Vários servidores têm nos procurado para tratar do assunto, e nós solicitamos uma reunião com a Direção-Geral para tratar do tema. O problema é antigo e já foi levado pela Associação dos Servidores do Arquivo Nacional (ASSAN), mas ao que parece a situação se agravou“, informou a ASSAN.
A ASSAN fez contato com a diretoria do Arquivo Nacional frisando também a preocupação com a saúde das pessoas que têm atividades nos espaços.

O Arquivo Nacional do Rio de Janeiro abriga uma vasta coleção de documentos públicos, mais de um milhão de fotografias e negativos, filmes, registros sonoros, mapas, cartazes e uma coleção de quase de 10 mil livros raros. O acervo abrange a história do Brasil desde registros antigos até os mais recentes, como do período da ditadura militar e informações sobre OVNIs.

Em nota enviada ao DIÁRIO DO RIO, a direção do Arquivo Nacional informou que “durante vistoria técnica diária, realizada pelas equipes responsáveis pela preservação dos acervos arquivísticos, foram identificados focos de fungos em depósitos do Bloco F, na sede do Arquivo Nacional no Rio de Janeiro.

Assim que a situação foi constatada, foram adotadas as medidas necessárias para impedir o avanço dos focos e garantir a preservação dos documentos, incluindo a interdição dos depósitos e do acervo afetado, a implementação de ações de contenção e a preparação das etapas de higienização e desinfecção das áreas e dos documentos.

Entre as ações já em curso estão o reforço do controle ambiental, com redução dos intervalos de monitoramento dos parâmetros de temperatura e umidade dos depósitos; a higienização das áreas afetadas; e o reforço e fiscalização junto às equipes envolvidas para o correto uso dos equipamentos de proteção individual pelas equipes técnicas envolvidas.

O Arquivo Nacional mantém procedimentos permanentes de vigilância e preservação do acervo, e todas as ações adotadas estão sendo conduzidas de forma criteriosa, seguindo protocolos técnicos e boas práticas recomendadas na área de conservação. Ressalta-se que microrganismos estão naturalmente presentes em documentação arquivística, e é o controle contínuo das condições ambientais e das ações de preservação que mantém esses agentes inertes e impede sua proliferação”.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo