
O professor Celso Castro, diretor da Escola de Ciências Sociais da FGV (FGV CPDOC), é um dos fundadores da Commission on the History of Anthropology, aprovada por unanimidade pelo Comitê de Comissões da União Internacional de Ciências Antropológicas e Etnológicas. A proposta foi apresentada em conjunto com o professor Frederico Delgado Rosa, da Universidade Nova de Lisboa, que divide a coordenação da nova comissão.
A CHOA reúne 26 membros fundadores de 12 países, entre eles o professor Bernardo Buarque de Hollanda, também do FGV CPDOC. Seu objetivo é documentar e refletir sobre as trajetórias da antropologia como disciplina plural, contemplando legados teóricos, metodológicos e etnográficos, além das biografias de pesquisadores e da história de instituições como universidades, museus, periódicos, arquivos e associações profissionais.
A comissão busca ampliar o debate para além das narrativas canônicas, frequentemente eurocêntricas, incorporando tradições regionais, nacionais e locais historicamente negligenciadas, com atenção aos processos de silenciamento e exclusão relacionados a gênero, raça, origem social e nacionalidade.
A CHOA é a mais recente comissão temática da IUAES, organização fundada em 1948 para promover a colaboração internacional em antropologia. As comissões da IUAES funcionam como redes permanentes de pesquisa que conectam acadêmicos em torno de campos específicos, estimulando publicações, intercâmbio e projetos conjuntos. A IUAES integra a World Anthropological Union, criada em 2017–2018 para reunir a própria IUAES e o World Council of Anthropological Associations.
Celso Castro é doutor em Antropologia Social pelo Museu Nacional da UFRJ. Além de dirigir a Escola de Ciências Sociais da FGV CPDOC, coordena o projeto Memória das Ciências Sociais no Brasil, vencedor do Prêmio ANPOCS de Divulgação Científica em 2021, e preside o Comitê de Pesquisa RC01, Forças Armadas e Resolução de Conflitos da Associação Internacional de Sociologia.
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