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PREFEITURA VAI DAR CHOQUE DE ORDEM NO BOSQUE DE CHARITAS

Degradado pelo pasto de animais e falta de conservação, o pequeno bosque urbano de Charitas, ao lado da garagem subterrânea, receberá um choque de ordem e ganhará placas informando que o local é uma área de conservação ambiental onde é proibido o pasto de animais. A promessa foi feita pelo subsecretário de Áreas Verdes de Niterói, Alexandre Moraes, na inspeção que fez no local a pedido da União de Síndicos de Charitas (USC).
Há semanas, o bosque vem sendo danificado por cavalos levados ao local por moradores de comunidades próximas. O mesmo ocorre nos bosques próximos à estação hidroviária de Charitas. Moradores de Charitas recorreram em vão ao Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) e a outros setores da Prefeitura, mas a Guarda Ambiental alegou que só pode fazer o resgate de animais soltos.
O Bosque de Charitas foi criado graças a uma compensação ambiental através da concessionária Águas de Niterói. Sem manutenção adequada, o local foi invadido por plantas exóticas, como amendoeiras e leucenas. Como o espaço não é cercado, passou a ser usado para pasto de cavalos. Além de derrubar pequenas árvores, os animais pisoteiam a vegetação de restinga em regeneração. Há o risco de soltarem e provocarem acidentes com os carros que circulam na Avenida Sílvio Picanço.
No encontro com os síndicos, o biólogo Alexandre Moraes prometeu cercar o espaço, colocar placas e dar um choque de ordem no bosque, com manejo que inclui poda das árvores já existentes (caju, aroeira, pitanga e araçás), supressão das invasoras e plantio de espécies da Mata Atlântica nos espaços ainda não florestados. Ele conversou com quiosqueiros, pedindo ajuda na preservação do bosque, e prometeu encaminhar solicitação aos setores competentes para recuperação da calçada e melhoria da limpeza através da Clin.

O biólogo Alexandre Moraes fez uma vistoria no local a convite dos síndicos.

— A pedido da comunidade, vamos retirar as agaves (plantas nativas do México) e construir um corredor de “clusias fluminensis” (espécies nativas da restinga fluminense) no canteiro central da Avenida Sílvio Picanço. A pedido da ENEL, podaremos e posteriormente vamos suprimir uma casuarina que ameaça a rede elétrica de alta tensão em frente ao 671. No local, vamos plantar uma espécie adulta da Mata Atlântica que não ameace a rede elétrica – informou o biólogo.
Os moradores também estão pedindo à Prefeitura um estudo aprofundado sobre o avanço do mar ao longo de toda a orla de Charitas. No campo de futebol do Preventório, o piso praticamente já se equiparou ao nível do mar. Eles sugerem, para ao menos amenizar o problema, o plantio de um corredor de ipomeas (plantas fixadoras de restinga) em toda a orla. Sugerem também que os tratoristas da Clin e da Águas de Niterói sejam orientados a não degradar as poucas ipomeas que ainda existem na orla.

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