Operação Faixa Amarela cumpre 12 mandados de busca e apreensão; contratos investigados ultrapassaram R$ 62 milhões nos três primeiros anos.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a Operação Faixa Amarela, que investiga suspeitas de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, peculato e lavagem de dinheiro relacionados a contratos de transporte escolar da gestão municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Ao todo, os agentes cumprem 12 mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Duque de Caxias e na cidade do Rio de Janeiro. As diligências buscam reunir novos elementos sobre os investigados, os contratos e a movimentação financeira relacionada às operações sob suspeita.
Segundo a Polícia Federal, os indícios apontam que as possíveis irregularidades tiveram início em 2020 e que os contratos foram sucessivamente renovados. Somente nos três primeiros anos, os valores envolvidos ultrapassaram R$ 62 milhões.
A investigação apura uma possível atuação coordenada entre empresários, funcionários públicos e terceiros. Entre as suspeitas estão superfaturamento em licitações, desvio de recursos públicos, pagamento de vantagens indevidas e mecanismos que teriam sido utilizados para ocultar a origem do dinheiro. Os fatos permanecem sob investigação.
Investigação surgiu a partir de outra operação
A Operação Faixa Amarela teve origem em informações encontradas durante a análise de um aparelho celular apreendido na Operação Anáfora, investigação anterior da Polícia Federal relacionada a suspeitas de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos em Duque de Caxias.
Na primeira fase da Anáfora, realizada em 2022, Washington Reis, ex-prefeito de Duque de Caxias, esteve entre os alvos de mandados de busca e apreensão, assim como o empresário Mário Peixoto. Isso não significa, por si só, que Reis seja alvo da nova Operação Faixa Amarela; as investigações e responsabilidades individuais devem ser diferenciadas.
De acordo com a PF, os fatos atualmente investigados podem, conforme a participação individual que venha a ser comprovada, configurar crimes de organização criminosa, fraude à licitação, peculato e lavagem de dinheiro. A investigação prossegue para identificar eventuais envolvidos e dimensionar possíveis prejuízos aos cofres públicos.





