
As descobertas foram publicadas pelo jornal norte-americano Astrophysical Journal Letters. Além de fornecer dados confiáveis sobre a velocidade de rotação do planeta, a pesquisa ajudou a revelar a localização correta da antiga cidade. Analisando relatórios e comparando dados de escavações antigas, constataram que a verdadeira Qufu estava a 8km do que se acreditava anteriormente.
A verdadeira localização da cidade foi revelada após cálculos sobre o eclipse e a velocidade de rotação da Terra, onde se constatou que não seria possível enxergar o fenômeno da cidade de Qufu, fazendo os pesquisadores buscarem pelo local certo.
“Essa correção nos permitiu medir com precisão a rotação da Terra durante o eclipse total, calcular a orientação do eixo de rotação do Sol e simular a aparência da coroa solar”, explicou o autor principal, Hisashi Hayakawa, professor assistente do Instituto de Pesquisa Ambiental Espaço-Terra e do Instituto de Pesquisa Avançada da Universidade de Nagoya.
Mesmo sendo a descrição escrita mais antiga de eclipse que se tem conhecimento, os pesquisadores levantam ressalvas sobre a confiabilidade dos dados referentes à descrição da coroa solar, visto que ela só foi relatada novamente mais de 700 anos depois. Apesar das dúvidas, os estudos sobre o eclipse são baseados em consenso científico e fornecem novas informações confiáveis sobre a rotação da Terra, além de um potencial suporte independente para estudos recentes sobre o ciclo solar.
*Estagiário sob supervisão de Roberto Fonseca




