
A Baixada Fluminense voltou ao centro do debate estadual com o avanço da operação “Barricadas Zero”, ação integrada que tem retirado barreiras impostas por facções e milícias em diversas comunidades. As estruturas, que bloqueiam ruas e isolam bairros inteiros, afetam diretamente a mobilidade, a economia local e a rotina de milhares de moradores.
A ofensiva, realizada em cidades como Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias e Nova Iguaçu, expôs um problema que há anos prejudica empresas, escolas, hospitais e trabalhadores: o território perdido para o crime.
E é nesse contexto que líderes do setor privado têm se posicionado de forma contundente, entre eles o empresário Nisomar Provenzano, CEO da Nova Millenium, grupo especializado em gestão de facilities e segurança patrimonial.
“Barricadas são mais do que obstáculos físicos — são símbolos da falta de gestão”
Para Nisomar, as barricadas representam não apenas o avanço do crime organizado, mas também uma falha no cuidado com os espaços urbanos.
“Quando uma via é tomada por barricadas, não é só o direito de ir e vir que é impedido. É o comércio que não abre, é o funcionário que não chega, é a empresa que não consegue operar. Segurança pública começa pela gestão eficiente do território”, afirma.
Ele ressalta que segurança não se resume a ações policiais, mas engloba também manutenção urbana, iluminação, infraestrutura conservada e equipes preparadas — pilares que sua empresa entrega em contratos públicos e privados.
Impacto direto nas empresas da Baixada
O avanço das barricadas tem dificultado operações logísticas, reduzido o fluxo de consumidores e gerado prejuízos para negócios de todos os portes.
Empresas que atuam em limpeza, manutenção, condução de equipes e segurança patrimonial — como a Nova Millenium — estão entre as mais afetadas, já que seus profissionais dependem de mobilidade e acesso rápido aos locais de trabalho.
Para Nisomar, a ação “Barricadas Zero” precisa se manter contínua:
“A operação é necessária e urgente. Mas ela precisa acontecer de forma permanente. A Baixada produz, gera emprego, move a economia do estado. Não pode ficar refém de bloqueios criminosos.”
O papel do setor privado no enfrentamento
Além de apoiar ações policiais, o empresariado defende investimentos estruturais:
•iluminação eficiente em áreas de risco
•manutenção urbana constante
•limpeza e conservação de espaços públicos e privados
•gestão profissional de equipes
•protocolos de segurança e prevenção de risco
A presença de empresas qualificadas nesses serviços reduz vulnerabilidades e fortalece a proteção do território.
A Baixada quer avançar
A operação “Barricadas Zero” reacendeu a discussão sobre segurança e cidadania. Enquanto o poder público atua para retomar áreas dominadas pelo crime, líderes empresariais como Nisomar, que já têm forte presença na Baixada, reforçam que crescimento econômico e segurança caminham juntos.
A região, que concentra milhões de moradores e uma economia vibrante, não aceita mais conviver com bloqueios impostos pelo crime.
E o recado é claro: a Baixada Fluminense quer — e merece — circulação livre, gestão eficiente e segurança real.




