
Empresário e liderança influente no cenário da Baixada Fluminense, Nisomar Provenzano tem se tornado uma das vozes mais atentas às transformações sociais e econômicas da região. Com uma trajetória marcada pela gestão eficiente e pela sensibilidade às causas comunitárias, ele falou sobre o que considera o maior problema enfrentado pela Baixada e apresentou suas visões sobre como reverter esse cenário de desigualdade e estagnação.
Segundo Nisomar, o maior obstáculo ainda é a ausência de políticas públicas efetivas e de continuidade administrativa, o que impede a consolidação de projetos de longo prazo. “A Baixada sempre foi tratada como periferia da capital, quando na verdade somos o coração pulsante do estado. Aqui está a força do trabalho, da produção e da cultura fluminense. Mas infelizmente ainda convivemos com problemas básicos que não deveriam mais existir, como a falta de saneamento, transporte precário e ausência de segurança pública”, destacou.
Ele enfatiza que o caminho para mudar essa realidade passa por uma nova mentalidade de gestão, capaz de unir o poder público, o setor privado e a sociedade civil. “Precisamos de um pacto pela Baixada. Não adianta fazer promessas pontuais a cada eleição. É necessário um plano de desenvolvimento que envolva todos os municípios, com metas claras, investimentos contínuos e acompanhamento técnico. Só assim teremos avanços reais”, afirmou.
Nisomar também chama atenção para o potencial econômico da região, que poderia se tornar um dos maiores polos de geração de renda do estado. “Temos localização estratégica, próximo das principais vias e portos, e uma população jovem, com vontade de trabalhar e aprender. O que falta é estímulo à industrialização, incentivo a startups locais, programas de capacitação e crédito acessível para o pequeno empreendedor. O desenvolvimento da Baixada passa pela valorização de quem mora e produz aqui”, acrescentou.
O empresário acredita que a educação e a qualificação profissional são pilares fundamentais nesse processo. Ele defende a criação de centros de formação técnica e tecnológica, voltados às demandas do mercado regional. “Enquanto o jovem da Baixada não tiver acesso à formação de qualidade e oportunidades reais de crescimento, continuaremos perdendo talentos para outros lugares. É preciso investir em educação, ciência e tecnologia para transformar nossa realidade”, reforçou.
Outro ponto destacado por Nisomar é a importância da representatividade política. Para ele, a região precisa de líderes comprometidos com a coletividade, que conheçam de perto os problemas e tenham coragem para enfrentá-los. “A Baixada precisa ser ouvida com respeito. Temos líderes comunitários, religiosos, empresários e educadores que fazem muito com pouco. Mas é preciso que as esferas de decisão enxerguem o potencial e o valor do nosso povo. Não somos problema, somos solução”, declarou.
Por fim, Nisomar Provenzano deixou uma mensagem de esperança e engajamento: “Eu acredito na Baixada. Acredito no nosso povo, na força de quem acorda cedo e enfrenta as dificuldades com dignidade. É hora de transformar essa energia em desenvolvimento. Com união, planejamento e fé, podemos construir uma Baixada mais justa, moderna e próspera para todos.”




