
O intérprete símbolo da Beija-Flor de Nilópolis, Neguinho da Beija-Flor, surge como possível candidato ao Senado pelo PT nas eleições de 2026. A articulação é conduzida por Washington Quaquá, vice-presidente nacional do partido, e ganhou força após divulgação do jornalista Lauro Jardim, de O Globo.
A ideia é que Neguinho seja o grande nome da esquerda para enfrentar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Internamente, o PT já discute a possibilidade de incluir o nome do sambista em pesquisas de intenção de voto para testar sua viabilidade eleitoral.
Washington Quaquá tem reforçado a aliados que a candidatura de Neguinho conta com apoio expressivo dentro do grupo interno do partido. Caso se confirme, essa movimentação pode inviabilizar a pré-candidatura da ex-senadora Benedita da Silva (PT-RJ), que também está em articulação para retornar ao Senado.
Mais do que uma aposta eleitoral, Neguinho da Beija-Flor representa um símbolo de identidade e resistência cultural da Baixada Fluminense. Sua trajetória, marcada pela ligação com Nilópolis e com a Beija-Flor, lhe confere enorme prestígio e uma força política que vai além dos limites do carnaval. Na Baixada, sua popularidade e reconhecimento como “voz do povo” dão a ele uma base social significativa, capaz de mobilizar apoios e unir diferentes setores em torno de sua candidatura.
“Pra tirar Flávio Bolsonaro do Senado, Neguinho da Beija-Flor é candidato. Um cara do povo, com raiz na Baixada, que entende o Rio. Um candidato para unir”, declarou Quaquá em suas redes sociais ao lado do sambista.
Com carisma, reconhecimento e forte ligação com a cultura popular, Neguinho desponta como um nome de peso para a disputa ao Senado em 2026, podendo transformar sua influência cultural em capital político na Baixada e em todo o estado do Rio.




