A ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2026, Navanethem “Navi” Pillay, ironizou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em seu primeiro discurso após o anúncio da premiação. A declaração faz referência à polêmica envolvendo a laureada de 2025, a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, que presenteou o republicano com sua medalha.
“Se vocês aplaudirem um pouco mais forte, talvez eu divida o prêmio com Trump”, brincou Pillay durante a fala. A declaração provocou repercussão ao mencionar a relação do presidente americano com a premiação.
Aos 85 anos, a jurista sul-africana tem uma longa trajetória na defesa dos direitos humanos e na atuação em tribunais internacionais. Ela presidiu a comissão independente de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) que concluiu que Israel cometeu genocídio na Faixa de Gaza. O governo israelense rejeita as acusações.
Trajetória marcada pela defesa dos direitos humanos
Pillay também ocupou o cargo de alta-comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos e foi a primeira mulher não branca a integrar a Suprema Corte da África do Sul.
Sua carreira inclui ainda a atuação como juíza do Tribunal Penal Internacional e a participação em investigações sobre o genocídio ocorrido em Ruanda, em 1994.
Atualmente, a jurista atua na Corte Internacional de Justiça (CIJ), no processo em que Mianmar é acusado de cometer genocídio contra a minoria rohingya.
A escolha de Pillay para o Nobel da Paz destaca sua atuação em questões relacionadas à responsabilização por crimes internacionais e à proteção dos direitos humanos.





