
De 14 de agosto a 13 de outubro, a esplanada de Botafogo recebe a exposição Natureza, escultura e sustentabilidade, primeira mostra individual de Hugo França no espaço cultural.
Em grande evento de inauguração, o público compareceu à esplanada da FGV e pode interagir em primeira mão com as obras. Além da mostra, foi lançado o livro Hugo França: esculturas mobiliárias, primeira publicação do espaço dedicada ao artista. No período, a exposição acontece simultaneamente à mostra Afro-brasilidade.
A iniciativa apresenta peças de grandes dimensões que permitem interação direta com o público, proporcionando uma experiência sensorial intensa.
Reconhecido internacionalmente, França cria esculturas mobiliárias a partir de resíduos florestais, especialmente Pequi-Vinagreiro e Braúna, espécies da Mata Atlântica de morfologia singular. “A natureza é a primeira a esculpir a obra; eu sigo o que as formas orgânicas e a textura da árvore já tinham”, afirma. Segundo o artista, o processo nasce da observação das formas originais, incorporando-as à peça final, com o objetivo de levar educação ambiental e reflexão sobre preservação.
Seu interesse pela técnica surgiu nos anos 1980, em Trancoso (BA), ao testemunhar a exploração predatória da floresta tropical. “Tenho certeza da importância que minha obra leva às pessoas sobre ecologia, preservação da natureza e relação da sociedade com o meio ambiente”, destaca. Para Paulo Herkenhoff, curador da FGV Arte, as obras propõem “resistência por meio da suavidade” e acolhem o visitante.
https://portal.fgv.br/noticias/natureza-e-arte-se-encontram-em-exposicao-inedita-no-rio




