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Mulher de ex-primeiro-ministro do Nepal morre queimada após protestos

Pelo menos 19 pessoas morreram em meio aos protestos no Nepal

Por Correio Braziliense  –  https://www.correiobraziliense.com.br/mundo/2025/09/7244688-mulher-de-ex-premie-do-nepal-morre-queimada-apos-protestos.html

 

Rajyalaxmi Chitrakar, mulher do ex-primeiro-ministro Jhalanath Khanal, morreu queimada após ficar presa dentro de casa em Katmandu, no Nepal, nesta terça-feira (9/9). A residência do casal foi incendiada por manifestantes que protestam contra o governo local. A informação foi divulgada pelo portal local Khabar Hub e pelos jornais India Today e The Sun.

Centenas de manifestantes incendiaram o parlamento do Nepal. Pelo menos 19 pessoas morreram em meio aos protestos que ocorrem desde segunda-feira (8/9). Manifestantes protestam contra a decisão do governo de bloquear as redes sociais para denunciar a corrupção.

Nesta terça-feira (9/9), apesar do toque de recolher, grupos de manifestantes saíram às ruas de Katmandu, capital do Nepal, e atacaram edifícios públicos e residências de líderes políticos.

Incêndio devasta o principal prédio administrativo do governo do Nepal, em Katmandu, em 9 de setembro de 2025
Incêndio devasta o principal prédio administrativo do governo do Nepal, em Katmandu, em 9 de setembro de 2025(foto: ANUP OJHA/AFP)

A residência do primeiro-ministro Sharma Oli, de 73 anos, também foi incendiada. O fato foi registrado por um fotógrafo da AFP. O chefe de governo anunciou sua renúncia ao meio-dia “com o objetivo de dar novos passos em direção a uma solução política”.

Captura de tela de um vídeo da AFPTV, gravado em 9 de setembro de 2025, mostra a fumaça saindo de um incêndio na residência de KP Sharma Oli
Captura de tela de um vídeo da AFPTV, gravado em 9 de setembro de 2025, mostra a fumaça saindo de um incêndio na residência de KP Sharma Oli(foto: UJJWAL DHUNGANA/AFPTV/AFP)

Em um comunicado, o presidente nepalês instou “a todos, incluindo os manifestantes, a cooperar para resolver pacificamente a difícil situação do país” e “fez um apelo a todas as partes para que ajam com moderação (…) e iniciem negociações”.

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