
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu arquivar nesta quinta-feira (22) as investigações contra acusados de organizar blitzes com objetivo de impedir o deslocamento de eleitores a caminho dos locais de votação na data do segundo turno das eleições de 2022.
Em agosto de 2024, a PF indiciou Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, e Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), acusados de articular a realização de blitzes para impedir o deslocamento de eleitores em cidades do Nordeste onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinha vantagem em pesquisas contra o então candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL).
Além deles, outros quatro policiais federais cedidos ao Ministério da Justiça também foram indiciados: Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo, Fernando de Sousa Oliveira, Leo Garrido de Salles Meira e Marília Ferreira de Alencar.
Em sua manifestação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) entendeu que não há provas suficientes de que os policiais Alfredo de Souza Lima Coelho Carrijo e Leo Garrido de Salles Meira contribuíram para o crime.
Moraes seguiu o entendimento e arquivou a investigação no caso dois dois.
Já em relação a outros três investigados, o arquivamento se deu por outros critérios.
Em relação ao delegado Fernando Oliveira, que era chefe interino da Secretaria de Segurança Publica do Distrito Federal no 8 de janeiro, a investigação foi arquivada porque ele foi absolvido pelo STF na ação penal da trama golpista.
Já nos casos do ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques e Marília Ferreira e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres , o arquivamento se deu porque eles já foram condenados pelo STF por esse mesmo crime nesse mesmo caso.




