
A FGV EAESP realizou a Imersão Tapajós para estudantes internacionais que participaram do curso Sustainable Leadership – The Rainforest Perspective. A proposta foi vivenciar a Amazônia como uma sala de aula, unindo teoria, prática e troca com comunidades locais, em julho de 2025.
O programa tem como objetivo estimular a reflexão crítica sobre liderança sustentável, integrando dimensões sociais, ambientais, econômicas, políticas e éticas. Para isso, os participantes são convidados a experienciar a floresta e suas comunidades não apenas como observadores, mas como parte ativa de um processo de reconexão com a natureza e com diferentes visões sobre desenvolvimento e formas de organizar.
A edição deste ano marcou um momento especial: foi a primeira vez que a imersão foi realizada para estudantes da rede CoBS – Council on Business & Society, uma aliança global formada por 12 escolas de negócios que compartilham a missão de formar líderes responsáveis e promover práticas empresariais sustentáveis. O grupo foi composto por estudantes de mestrado do Brasil, África do Sul, China e Zimbábue, reunindo múltiplas perspectivas culturais e acadêmicas em torno do desafio da sustentabilidade.
Durante seis dias, a turma percorreu a região do rio Tapajós-Arapiuns, no Pará, em um roteiro que incluiu visitas a unidades de conservação, comunidades tradicionais e aldeias indígenas.
O grupo foi convidado a pensar sobre os impactos sistêmicos das decisões de empresas, governos e organizações sociais e sobre a necessidade de diálogo entre diferentes atores para construir soluções convergentes.
Criada pela FGV EAESP em 2018, a Imersão Tapajós já é reconhecida internacionalmente como uma experiência inovadora de aprendizagem. Em 2024, foi premiada pelas Nações Unidas por sua pedagogia diferenciada e por contribuir diretamente para o avanço dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.
Mais do que uma viagem acadêmica, a iniciativa se consolida como um espaço de formação de líderes globais, capazes de equilibrar interesses locais e mundiais, promover a diversidade cultural e modelos de desenvolvimento em harmonia com a natureza e os povos da Amazônia.




